A ditadura do preconceito

Você é uma pessoa preconceituosa ou os outros é que são preconceituosos? Quantas vezes você já não olhou para uma pessoa ou situação e já fez o seu juízo de valor sobre aquilo? Certamente, você já deve ter sido surpreendido, muitas vezes, pelo que de fato aquela pessoa ou aquela situação representava na realidade. Um dos grandes autores na arte do pensar e na elaboração de teorias sobre a inteligência emocional, Augusto Cury, cita que um dos maiores problemas que engessam a nossa inteligência e dificultam as relações sociais é a ditadura do preconceito.

O preconceito está intimamente relacionado à construção dos pensamentos e, estes, ligados a memória daquilo que vivenciamos e correlacionamos. E, aqui, reside um grande problema: a utilização desta memória gera um preconceito inevitável e necessário, mas, se não reciclarmos esse preconceito, viveremos sob a sua ditadura e, assim, engessamos a inteligência e nos fechamos para outras possibilidades do pensar, gerando o aprisionamento do pensamento, a criação de verdades que não são verdades e, consequentemente, nos tornamos pessoas radicais e intolerantes.

Como forma de nos protegermos desta ditadura, constata-se que a partir do momento que nos permitimos conhecer minimamente a grandeza e a sofisticação do funcionamento da mente, possibilitamos que, pelas janelas da nossa psiquê, adentre o conhecimento, o respeito pelo diferente e o verdadeiro sentido do “SER” humano. Percebe-se no dia-a-dia e, inclusive na minha prática clínica, que as pessoas quando se deparam com uma outra em sofrimento mental ou até já diagnosticada com um transtorno mental, como um sujeito que tenha Depressão, Ansiedade, Esquizofrenia, Transtornos Obsessivos-Compulsivos (TOC), Transtornos de Personalidade etc., muitas vezes proferem frases ou discursos regidos de muitos preconceitos, como: “Ele(a) está assim porque é uma pessoa fraca, desocupada, preguiçosa”. Ou ainda dizem: “Ah, são pessoas que querem ser mimadas e ficam inventando doenças”.

Enquanto a sociedade encarar estas pessoas, com tais sofrimentos ou transtornos, com uma postura preconceituosa – o que caracteriza a expressão PSICOFOBIA, uma campanha intensamente difundida pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) – muitas pessoas deixarão de ter a oportunidade de serem acolhidas, restabelecidas e até curadas, sendo este estágio dependente de vários fatores, por profissionais da saúde mental capacitados para acolher, diagnosticar e tratar de forma adequada – como os Médicos Psiquiatras. Por isto, acredito convictamente que é na vivência do Acolher, do Estar Junto e da Empatia que se alcança o Verdadeiro Encontro, promovendo meios para uma vida de equilíbrio emocional e de sucesso. 

 

(Dr. Cleano Arruda – CREMEC: 13.244 (RQE:7027). Atendimento no Espaço Equilibrium/North Shopping Sobral) ele pediu que esta identificação dele e localização de atuação fosse colocada ao final do texto, ou aonde vcs acharem melhor, mas é importante ser colocada, pois é uma exigência do Conselho dos Médico Psiquiatras em exercício da profissão e que escrevem para veículos de mídi.

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