A IMORALIDADE SOCIAL E O ESTADO

Ao virarmos a página do segundo milênio. O começo do século XXI abre o portão para os brasileiros. Profundas mudanças tecnológicas e sociais fazem desta, uma era de grande ebulição. Ea pergunta aflora: onde estamos? Estamos exatamente no Nordeste. Foi nesta região, que no passado, os trabalhadores dos chapéus de couros e de alpercatas, eram amarrados pela cegueira imoral da política autoritária do coronelismo nordestino. Hoje, ressuscitou-se no nosso tempo, a dita artimanha dos coronéis, agora modernizado. Basta dizer: que ainda continuam bebendo água por todos os furos na moderna perversão social.
Portanto, em sua caminhada, o povo brasileiro ainda se encontra em uma encruzilhada entre os valores propagados pelo liberalismo político contemporâneo e as feridas causadas pela mata de espinho ou eletrocutado pelo choque brutal de um Estado ausente.Ou seja,que se apresenta apenas com certa megalomania insuflada pelos grandes meios de comunicação e a veneração pelo direito norte-americano.
Como se sabe, o choque da política neoliberal é assustador. Quer jogar a culpa dos problemas sociais num ente tão poderoso chamado: “crise econômica”. Mas parece que os índios eram mais práticos botavam a culpa no trovão.
Na verdade, vivemos em um País onde uma política corrupta delapida o patrimônio nacional, e retira direitos sociais, trabalhistas e previdenciários, desestabilizando ainda mais a economia e agravando os índices da saúde pública de má qualidade, onde gente que morre por falta de assistência e gente que morre exatamente por caso dela.
Visto que estamos colocando os problemas sociais dentro do cenário da politica social, sucumbidos pela nova conjuntura política racional do País, faz-se necessário dizer que esses problemas devem ser debatidos com a amplitude e profundidade. Do ponto de vista, é claro, contra o discurso autoritário do neoliberalismo, que é um instrumento detentor da taça de campeão mundial da desigualdade social. Esse vexame planetário acontece há muito tempo.
Por tal via de conhecimento histórico podemos perguntar? O que deu na gente? Será que nossos capitalistas é o mais selvagem de todos? Nossos empresários, os maiores pilantras da História?Oque estão fazendo os legisladores federais, estaduais e municipais? Temos ou não temos mobilidade social? Por acaso não podemos contar com os partidos políticos, igrejas, organizações comunitárias, movimentos populares? Será que não dispomos mais de uma imprensa livre investigando, denunciando o lado podre do metabolismo do capital neoliberal, que há muito tempo aprova leis lobistas, atrás das portas fechadas.
Com isso, os liberais que atacam as irracionalidades do fascismo, do nazismo e do stalinismo, tomaram para si uma forma mais descentrada e, com isso, deve-se dizer, totalizante. Assim, é como se apresenta o sistema político brasileiro, embora faça um esforço de renegar o autoritarismo, mas por meio do qual o governo sutilmente, a sua missão é manter o controle da democracia liberal. Portanto, é a metáfora ideal para a argumentação foucaultiana de que o fantasma autoritário circula até nas sociedades ditas mais democráticas.
A resposta tanto a esse problema, quanto ao dilema social anteriormente mencionado, é dada pela ausência do Estado de Direito. Como não poderia deixar de ser, a relação entre o cidadão e o Estado não é uma relação de mão única, em que apenas o cidadão contribui para o Estado ou para o bem comum, que é a finalidade ética do Estado, mas é uma relação de mão dupla, em que perguntamos ao Estado o que é que ele está fazendo por cada uma dos problemas brasileiros? Estão, por essa tarefa, dialogamos de perto: é um grande desafio ético que está proposto pelo o povo brasileiro.
Entendemos que há disposiçõescompatíveis com a ideologia democrática. Para o jurista Oscar Vilheme: “A democracia importa discutir a origem e o exercício do poder pela maioria; já o constitucionalismo moderno, através da separação dos poderes e de uma declaração de direitos irá preocupar-se com os limites do poder, seja este exercido pelo rei ou pelo povo”.
Claro, se logramos combinar a sociedade com o Estado de Direito, o povo terá um perfil dessa extraordinária arte jurídica e política, a fim de torna-las independentes. Ou seja, todo aquele que exerce um cargo em um dos poderes não pode exercer o de outro, para o enfoque da democracia.
Mas no Brasil, infelizmente, a democracia é prisioneira dos interesses do capital. A consequência de tudo isto é uma brutal desigualdade e todo tipo de tragédias sociais com que nos deparamos cotidianamente.
E no centro do palco, está a nova política da extrema direita do neoliberalismo brasileiro. Ou seja, com um novo caráter ideológico privilegiando as regras do capital neoliberal. Eventualmente exacerbado, devidamente politizada em nome da democracia.
Como a realidade evidencia, essa cruzada contra o desprezo pelo exercício verdadeiramente democrático. Lembrandoo histórico depoimento sobre os imensos danos causados por esse esquema. Para a ex-presidente do parlamento grego, a advogada Zoe Konstantopoulou, declarou que o Estado não deve existir para fazer negócios, mas, sim, garantir direitos humanos à população.Enfim, é preciso que o povo brasileiro, fique atento com as reais chagas brasileiras. Principalmente os nordestinos.
Jornalista, Historiador e Crítico literário

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