A MULHER NO CENTRO DA HISTÓRIA

O Antigo testamento, está cheio de informações sobre a influência das mulheresno centro da história das civilizações.Alguns teólogos dizem, que os mais belos livros da Bíblia, são os livros de Ester e de Ruth.
Portanto, a mulher é um ser mais intimamente ligada à natureza, à terra, pois todo mês, seu útero se volta o mais próximo do natural, sintonizando e potencializando com o criador, e a natureza. Isso dá mulher uma capacidade inata de criar, gerar, sonhar, a cessar ao lado direito do homem, e ela doa esta energia ao homem, à família, à sociedade.
Como, então, se pode acender duas lâmpadas ao mesmo tempo? Usa-se o nome da mulher, mas o que se sabe como norma é o que homem relegou a um segundo plano. Daí o mundo de suas potencialidades, tenta influenciar decisivamente no destino da humanidade. O homem com sua inteligência e imaginação conseguiu tornar em evidencia a realidade os mais fantásticos sonhos e as mais arrojadas invenções, mas não conseguiu, no entanto, a tornar real a igualdade da mulher no trabalho universal.
Um documento de uma organização espanhola, diz que as mulheres protestam pouco e trabalham muito, com base em relatório da ONG, é incontestável. Mas, é incontestável, também, que quando protestam, o fazem do fundo de sua alma e com tamanha força, que se tornam invencíveis. Qual é a mulher brasileira que não tem a certeza disso? Todas.Mas, infelizmente, umpacto discriminatório, ainda está no círculo vicioso na história social brasileira. Como se sabe, é uma tarefa árdua quando se fala das mulheres heroínasinvisíveis: sãoas mães negras abandonadas ao ritmo do batuque da miséria que, tentam desesperadamente alimentar seus filhos, valendo-se dos seus seios, que já não têm mais o leite materno, as vozesdas mulheres das plantações dos canaviais, dos arrozais, dos cafezais e das quebradeiras de coco babaçu.
Não para por aqui, existem, as que falam a mesma língua portuguesa, mas é como essa língua fosse estrangeira,morando em lugar onde não chega a luz elétrica. E é precisamente nessa área existencial, inabordável para muitos homens, que elas declaram,em sua coragem:“vamos atravessar as ruas de nossas favelasescurecidas e lutarcontra a sede insaciável da exclusãoda mulher.”
E, de fato, há um grande número de outras mulheres, como as que, na maioria das vezes, são trancadas dentro de casa, impedidas de trabalhar, as que sofrem agressões físicas e psicológicas, comprometendo sua alta-estima; o que desperta o medo e a vergonha, das que sofrem violência sexual e dos feminicídio pela dominação de força, suficiente para aplacar morte de uma mulher!
Diante de tudo isso, lembramos das que reagiram com obstinação, em todo Brasil continental! Como foi ativista política e cultural, a jornalista Patrícia Galvão, a “Pagú,” sendo a primeira mulher a ser presa no Brasil. As de todoCeará! Como as sobralenses, a Imaculada Adeodato, com a sua simplicidade e humildade, tornou-se uma facultativa da esperançados mais pobres,as irmãs filhas de Sant’Ana, com base no laboratório da fé, tinham também a preocupação em formar jovens mulheres éticas, que seve de referência, principalmente nos dias hoje. Fundaram, o Colégio de Sant’Ana.
E as Mulheres heroínas de todoMassapê.Em meios aos tormentos dos apenados, onde a solidariedade é uma exceção, Marly Lopescom coerência marca suas ações; não hesita em levar a ressocializaçãodas pessoas presas, prestando-lhes o devido apoio como professora.A Firmina Aguiar, que é capaz de se desdobrar em fibra, no seu reservado espaço no progresso de modernização da educação, sabe eleger seu valor, TerezaCristina, que encara de forma ousada e crua, os lados mais sombrios da política social. Tereza mostra o lado real, os verdadeiros problemas sociais. Lá da periferia do Coste do Ananás, Antonia Ivonete, a Toinha Firmo, confronta o preconceito e a hipocrisia nas suas lutas sociais. Nessa caminhada pela compreensão da mulher, está Rosângela Carneiro da Cunha, que circula em vários ambientes culturais e sociais, compatíveis com a dignidade humana.
E mais:muitas das conquistas democráticas massapeenses, mediante lutas e muitos sacrifícios, está, também, Santuza Andrade e Francisca Maria, elas, entre tantas outras, têm a garra e coragem, quecombina com a imagem da mulher moderna,no seu papel central na História brasileira.
A mulher, como os que lhe defende, sabe que os poderosos dias do sistema político, forma com toda sua corte de vantagem a ponta de lança do machismo grosseiro. Basta ver a formação dos ministérios desse novo governo publicadas nas páginas dos jornais, para sentir a reserva de honra do homem; que essa política machista e arrogante tenta manter a mulher.
Sabemos, no entanto, que precisamos acreditar na mulher como fundamento social, no centro da história brasileira, para continuar buscando respeito as mulheres.As ditas manifestações na data comemorativa no dia da mulher,deixam claro,que a construção de um novo tempo, depende exclusivamente de uma política de conscientização.
Enfim, é a vida de mulher, gerando, formando ao lado do homem, como foi o sentimento de minha mãe Raimunda Soares de Sousa, que ensinouos seus filhos, a ética como fundamento da compreensão parao bem comumde uma sociedade justa e solidária, juntos,com as mulheres do nosso País.
Jornalista, historiador e crítico literário.

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