FAÇA O QUE TEM QUE SER FEITO

José Cleano Dias

É muito bom perceber como as pessoas desejam mudanças, mas é impressionante a enorme parcela da população que nada ou pouco fazem para que elas se concretizem. Muitas almejam comprar um carro ou um objeto desejado, outros desejam ter um corpo malhado, outros ainda anseiam por ter um trabalho que lhe pague melhor, outros querem ter um casamento dos sonhos, passar em concurso público etc. – mas a maioria das pessoas não querem pagar o preço para realizar os seus desejos.
Em vez de traçarem metas e estratégias para alcançarem seus sonhos, o que percebo em boa parte das pessoas que converso, elas estão querendo encontrar um culpado para o seu fracasso e, logicamente, que na atual conjuntura em que o nosso país se encontra, ficou ainda mais fácil culpabilizar os políticos corruptos, por exemplo, pelos fracassos e frustrações das suas metas. Quando não são os políticos, culpam a falta de sorte, ao companheiro que “não tem jeito”, as dificuldades do dia-a-dia, ao cansaço, ao estresse e, no âmbito das pessoas que são acometidas com algum transtorno mental, muitas usam os seus diagnósticos para se vitimarem, infelizmente, entregando o leme do seu barco ao sofrimento psíquico ou à situação de vida em que se encontra.
Nesse momento, o “EU” sai de cena, dando lugar ao “AQUELE”, a “ISTO” e ao “AQUILO”. Logicamente que não devemos desconsiderar a situação lastimável que nossa nação brasileira se encontra e que isto pode sim influenciar de uma forma direta ou indireta sobre as decisões e os planejamentos que temos, assim como há transtornos mentais severos, evidentemente, que incapacitam o indivíduo a ter as suas faculdades mentais preservadas para tomar decisões conscientes, por exemplo, porém esta situação não é a mais comum. Culpabilizar, entretanto, o fracasso ou o insucesso na vida de uma pessoa apenas por isto ou pelas demais situações relatadas, será coerente ou responsável?
Possibilidades
Diante disto, experimente passar por estas reflexões: “Onde foi que eu me omiti? Quais as possibilidades que eu tenho? O que me impede de fazer isso? Qual o tamanho da minha zona de conforto? Será que não estou nesta zona? Que ganhos estou tendo em permanecer neste estado? O que posso fazer de diferente para mudar esta situação?”
Convido a você a exercitar o Princípio da Autorresponsabilidade que diz: o que somos, o que temos e onde estamos, de forma direta ou indiretamente, tem a nossa parcela de responsabilidade nisto, muitas vezes. Reflita se, em algum momento, você não foi omisso ou negligente, desatento ou imprudente? Quando aplicamos este princípio em todos os campos de nossas vidas, descobrimos que temos o controle sobre o que queremos conquistar e onde queremos estar e sermos quem queremos ser. Pague o preço! Questione-se mais, antes de sair dando nomes aos culpados pela vida que tem levado. Assuma o leme do barco da sua vida e mude a direção das suas velas, conduza-o você mesmo! FAÇA O QUE TEM QUE SER FEITO!

Dr. José Cleano Dias Arruda – CREMEC: 13.244 (RQE:7027)
E-mail: psiqcleanoarruda@gmail.com | Face: drcleanoarruda | Insta: @drcleanoarruda
Espaço Equilibrium – Av Monsenhor Aloisio Pinto, 300 Edificio Cameron 6º andar – ao lado do North Shopping Sobral. Fones: (88) 3111.3715 | 3614.3069 | 9.9850.1000

Por Dr. Cleano Arruda (Médico Psiquiatra)

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