DEMAGOGO (ETIMOLOGIA)

Segundo o Frei Hermínio Bezerra de Oliveira, em seu excelente livro de etimologia “Palavras que mudaram de significado”, demagogo (adj.) vem do Grego “demos” + “agogô” = conduzir. Essa palavra está no Francês desde 1371.

Histórica e etimologicamente, demagogo é alguém com capacidade de liderança, tino administrativo, honestidade e demais qualidades que capacitam uma pessoa para dirigir, conduzir, governar o povo. É isso que literalmente significa ser um demagogo. Como ao longo da história política da humanidade foram tantos os que se apresentaram para conduzir o povo sem essas qualidades que a palavra adquiriu o sentido inverso. Hoje demagogo significa que se apresenta para conduzir o povo, mas com a intenção prévia de enganá-lo e de aproveitar-se do que pode para usurpar. Tudo indica que o sentido deturpado de demagogo já começou na antiguidade, após a Guerra do Peloponeso. Aristóteles, no seu livro “A Política”, já apontava a demagogia como a corrupção da democracia. Mas, no tempo moderno, foi Bossuet o primeiro a empregar e enfatizar esse sentido de demagogo, e em 1688. Cognatos: demagogia e demagógico, ambos de 1791. A demagogia hoje é um traço comum e marcante em muitos políticos. Espanhol: demagogo; inglês: demagogue; francês: démagogue; italiano: demagogo; alemão: demagoge (masculino e feminino)

TELEVISÃO LEMBRA TELEVISAR OU TELEVISIONAR

A palavra televisão lembra primeiro televisionar, que é a forma aconselhável, apesar da observação de alguns dicionários, em prol da outra. Use ainda: televisionamento, televisionado, televisionando, melhores formas que televisamento e televisado. Quem prefere televisar, naturalmente deve preferir também questar, inspeçar, sançar, impulsar a questionar, inspecionar, sancionar, impulsionar…

NÃO CONFUNDA REFORMAR COM REFORMULAR

Reformar significa: 1) dar melhor formas a; 2) reconstituir; 3) emendar, corrigir; 4) restaurar;  5) dar ou conceder forma a; 6) mudar, alterar; 7) regenerar; 8) obter reforma.

Reformular significa: tornar a formular; submeter a nova formulação.

CUJOS FILHO E FILHA

Quando cujo for seguido de dois substantivos, concorda só com o primeiro. Diga-se, pois: Eis o homem cujo filho e filha foram atropelados.

CORRETO / CORRIGIDO

Correto: este particípio irregular do verbo corrigir indica estado: O exercício está correto (não precisou de correção). Se, entretanto, quisermos dar a ideia de ação será “corrigido”, e não “correto”, que deveremos empregado: O exercício foi corrigido cuidadosamente.

DOENTE GRAVE

É muito comum ouvir-se a frase: O doente está muito grave. A impropriedade da expressão ressalta logo. Não é o doente que está grave, mas a doença é que é grave. Diga-se, então: O doente está muito mal.

DIZER PARA ELE

Este solecismo muito em voga deve ser intransigentemente evitado. Diga-se: Dizer-lhe. É verdade que se pode empregar a expressão: Dizer para ele

CRISANTEMO

Em Portugal pronuncia-se como paroxítona, enquanto no Brasil é mais usado o proparoxítono: crisântemo.

(*) Professor Antônio da Costa é graduado em Letras Plenas, com Especialização em Língua Portuguesa e Literatura, na Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA). É, também, servidor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Sobral. Escreve esta Coluna toda terça-feira. Contatos: (088) 9409-9922 e (088) 9762-2542.

 

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