Dom Vasconcelos convoca cristãos a se posicionarem a favor da vida e contra o aborto

Descriminalização do aborto está na pauta de discussão do Supremo Tribunal Federal até a próxima segunda-feira. Bispo diocesano pede oração pela vida das crianças

A descriminalização do aborto está na pauta do Supremo Tribunal Federal (STF) desde a sexta-feira, 3, e seguirá em audiência pública na próxima segunda-feira, 6 de agosto. O objetivo é discutir a possibilidade de o aborto ser permitido até a 12ª semana de gestação. Na Diocese de Sobral, o bispo Diocesano Dom José Luiz Gomes de Vasconcelos convocou os cristãos e todos os homens e mulheres de boa vontade a se posicionarem a favor da vida e contra o aborto. Em vídeo, Dom Vasconcelos pediu que todos rezassem no dia 2 de agosto, em que se celebrou o Perdão de Assis, para que a justiça se fizesse e que as vidas das crianças sejam salvas. Além disso, em cada paróquia da Diocese foi convocado um repicar de sinos às 15h seguido por um momento de oração. “Não ao aborto e sim à vida”, convida o bispo.

“Nossa Diocese de Sobral, assim como diversas outras Dioceses e Regionais da CNBB e a própria CNBB nacional, estamos nos posicionando contra o aborto. Nós temos como padroeira a Imaculada Conceição, Maria que foi concebida sem pecado original, e cremos que a vida humana começa na concepção. A partir do momento em que o espermatozóide fecunda o óvulo, temos vida humana e a vida humana é dádiva de Deus e ninguém tem o direito de tirá-la”, ressalta o bispo diocesano em vídeo.

No dia 2 de agosto, o pedido de oração a favor da vida ecoou em toda a Diocese de Sobral, de forma especial no Santuário São Francisco em que o apelo foi feito em cada uma das celebrações do Perdão de Assis. O pedido de oração às 15h reflete o apelo à misericórdia. “Às 15h celebramos a misericórdia e, como disse Jesus, é a misericórdia que eu quero e não o sacrifício”, ressalta Dom Vasconcelos. Ao repicarem os sinos às 15h, os católicos e todos os homens de boa vontade foram convidados a “entrar em oração suplicando aos céus para que a justiça seja feita e que a vida das crianças sejam poupadas. Fazemos um apelo a todos os cristãos, a todos os homens e mulheres de boa vontade que tenhamos bom senso e não sejamos criminosos contra as nossas crianças”, garante.
A audiência pública, convocada pela ministra Rosa Weber, foi embasada na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 442) ajuizada por um partido político questionando os artigos 124 e 126 do Código Penal, que criminalizam a prática do aborto. “Ao Supremo Tribunal Federal gostaria de ressaltar que o direito à vida é garantido pela Constituição e não cabe ao Supremo ir contra a Constituição brasileira, a lei magna do nosso País. Além de ser um pecado contra o quinto mandamento, o aborto fere a legislação brasileira”, ressalta Dom Vasconcelos. Dom Vasconcelos lembra ainda que diversos movimentos feministas dizem que a mulher tem direito ao seu próprio corpo. “Mas não se trata do corpo da mulher, trata-se de outra vida, que merece respeito e dignidade”, ressalta.

Mobilização no Brasil
Arquidioceses, dioceses e Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) estão se manifestado contra à proposta que descriminaliza o aborto até a 12ª semana de gestação.
Em nota, o bispo de Camaçari (BA) e presidente do Regional CNBB-NE3, Dom João Carlos Petrini, reitera a posição da Igreja no Brasil: “o respeito à vida e à dignidade das mulheres deve ser promovido, para superar a violência e a discriminação por elas sofridas”. E lembra que “urge combater as causas do aborto, através da implementação e do aprimoramento de políticas públicas que atendam eficazmente as mulheres, nos campos da saúde, segurança, educação sexual, entre outros, especialmente nas localidades mais pobres do Brasil”.
O bispo de Chapecó, dom Odelir José Magri, manifestou em nota que o direito à vida é o mais fundamental dos direitos e, por isso, mais do que qualquer outro, deve ser protegido e promovido. “Ele é um direito intrínseco à condição humana e não uma concessão do Estado. Os Poderes da República têm obrigação de garanti-lo e defendê-lo”.
Indo para a região norte do país, assim como toda a igreja católica, a arquidiocese de Manaus manifestou por meio de nota sua luta pela vida e posição contra a legalização da prática do aborto. O Arcebispo dom Sergio Eduardo Castriani: “roga a todos os católicos que se ergam em defesa da vida, seja privadamente em orações, seja fazendo ouvir suas vozes através de manifestações públicas de modo a evitar que o mal do aborto venha ser permitido em terras brasileiras”. (Com informações da CNBB)

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