Perdão de Assis reúne centenas de fiéis para celebrar a reconciliação com Deus

Fiéis puderam receber a indulgência plenária. Programação contou com confissão sacramental durante todo o dia a partir das 6h e santa missa celebrada às 6h, 9h, 12h, 17h e 19h.

Desde 2006, Manoel Vasconcelos, 41, costuma anualmente confessar-se, participar da Santa Missa e rezar pelas intenções do Papa no dia 2 de agosto, quando se celebra o “Perdão de Assis” durante a Festa de Nossa Senhora dos Anjos, patrona da Ordem dos Franciscanos. “São Francisco foi humildemente ao Papa pedir que os pecadores de todo o mundo pudessem se confessar e recebessem a indulgência plenária”, lembra. Como Manoel, centenas de fiéis participaram da Festa no Santuário São Francisco, em Sobral. A programação contou com confissão sacramental durante todo o dia a partir das 6h e santa missa celebrada às 6h, 9h, 12h, 17h e 19h. Durante as celebrações, os fiéis foram convidados a rezar a favor da vida e contra o aborto, conforme pedido do bispo diocesano Dom José Luiz Gomes de Vasconcelos.
O dia do perdão é propício para mergulhar na misericórdia de Deus, segundo Frei João Alberto de Araújo, guardião e reitor do Santuário São Francisco, em homilia na santa missa das 6h. “Neste dia, proclamamos a glória de Deus e pedimos perdão pelos pecados. Vivemos uma experiência de confiança na misericórdia de Deus”, garante. Durante o “Perdão de Assis”, os fiéis puderam receber a indulgência plenária, que apaga as penas de cujos pecados já foram perdoados na confissão. As condições são a confissão sacramental, a participação na Santa Missa, Comunhão Eucarística e rezar o Credo, Pai Nosso, Ave Maria e um Glória ao Pai nas intenções do Papa.
Frei João Alberto explicou que São Francisco tinha uma grande devoção a Nossa Senhora. A Porciúncula foi a segunda capela que o santo reformou depois de ouvir do Senhor o mandato de ir e reconstruir sua Igreja. A pequena capela, que Francisco deu o nome de Porciúncula, pequena porção, era dedicada a Nossa Senhora dos Anjos. São Francisco também tinha uma devoção muito especial a Nossa Senhora. “Que com a devoção mariana possamos acolher Jesus em nossos corações e que Nossa Senhora dos Anjos nos proteja e nos faça buscar vida nova”, ressalta
Era na Porciúncula que o santo rezava e onde ele morreu. Foi também lá que em oração São Francisco pediu a Jesus pelos pecadores e para que recebessem a indulgência plenária todos os que visitassem o local no dia 2 de agosto, Festa de Nossa Senhora dos Anjos. Logo depois, o santo foi aos pés do Papa ratificar a intenção que foi aprovada. “Inicialmente a indulgência era concedida apenas aos que visitavam a Porciúncula. Depois, foi expandida para as igrejas franciscanas e hoje várias pároquias também celebram”, lembra Frei João Alberto. A pequena igreja fora de Assis é hoje contida dentro da Basílica de Santa Maria dos Anjos, construída para proteger e venerar a tradição da Igreja.

Conversão dos pecadores
Contam as fontes franciscanas que em um momento místico da vida de São Francisco ele estaria rezando pela conversão dos pecadores e teria tido uma visão com a Virgem Maria ao lado de seu Divino Jesus. Jesus, dirigindo-se a Francisco, disse-lhe: “Em recompensa ao teu zelo pela conversão dos pecadores, pede-me o que quiseres”. Francisco pediu-lhe então a indulgência plenária para todos aqueles que tendo confessado e comungado, visitassem aquela pequena igrejinha. Para ser concedido o pedido seria necessária uma aprovação do Papa. São Francisco foi ao encontro do Santo Padre que concedeu a graça em um dia no ano, 2 de agosto. Nesta data, denominada “Perdão de Assis”, é enorme a afluência de fiéis à Basílica da Porciúncula e a Igreja celebra a Festa de Nossa Senhora dos Anjos.
O Papa Francisco assim referiu-se à Porciúncula em uma de suas pregações: “O caminho espiritual de São Francisco teve início em São Damião, mas o verdadeiro lugar amado, o coração pulsante da Ordem, onde a fundou e onde, por fim, entregou sua vida a Deus, foi a Porciúncula, a ‘pequena porção’, o cantinho junto à Mãe da Igreja; junto a Maria que, por sua fé tão firme e por seu viver tão inteiramente do amor e no amor com o Senhor, todas as gerações a chamarão bem-aventurada.”

Reavivar a fé
Juscelino Chaves, 57, professor
Avisado por um colega de trabalho que a Festa do Perdão de Assis contaria com santa missa às 12h, o professor Juscelino Chaves, 57, aproveitou o horário de almoço para participar da celebração. “Sabia que existia o Perdão de Assis, mas não estava atentando para o dia”, explica. Para ele, é sempre uma experiência de vivenciar a fé. “Reaviva a nossa fé”, garante.

Oportunidade
Márcia Fernandes, 37, coordenadora pedagógica
Para viver a experiência de novamente reconciliar-se com Deus, a coordenadora pedagógica Márcia Fernandes, 37, confessou-se e participou da Santa Missa no dia do Perdão de Assis. “O perdão de Assis é um momento especial de reconciliação com Deus, assim como foi a Porta Santa.”, ressalta. Márcia já participa da Festa do Perdão de Assis pelo segundo ano consecutivo. Ela disse nunca perder uma oportunidade de reencontrar-se com o Senhor. De acordo com Márcia, é sempre uma experiência nova. “Saio deste dia com um propósito maior com Deus”, garante.

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