Procissão de Passos: há mais de 100 anos de tradição em Sobral

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Os atos da Semana Santa em Sobral são considerados os mais solenes e concorridos da Igreja Católica do norte cearense. A solenidade religiosa teve início na Quinta-Feira Santa, com a Procissão da Transladação, conhecida como “Fugida”, em alusão à saída de Cristo para o Monte das Oliveiras, na véspera de sua Paixão.

A procissão consta da imagem do Senhor dos Passos, acompanhada pelos encapuzados, sendo iluminada apenas por tochas. A Procissão do Encontro é realizada há mais de 100 anos, sempre uma semana antes da Sexta Feira Santa.

O momento culminante dessa procissão foi o encontro da Imagem de Nossa Senhora da Soledade com a do Senhor dos Passos na Praça da Igreja do Menino Deus. Desde 1908, que celebra-se o encontro nesse local onde é feito o Sermão do Encontro.  Este ano, o Bispo Diocesano Dom José Luiz Gomes de Vasconcelos fez o Sermão pela primeira vez.

Estiveram no palco principal, os padres Gonçalo de Pinho Gomes-Vigário Geral, João Batista Nery de Abreu-Pároco da Ressurreição, João Batista Vasconcelos-Pároco da Catedral da Sé, João Batista Frota-Vigário paroquial da Paróquia São José, Marcos Uchôa-Vigário paroquial da Catedral, José Airton Liberato-Pároco de São Paulo Apóstolo e o Pe. Fábio Duarte-Pároco da Paróquia Sagrado Coração de Jesus.

Estavam também presentes: o prefeito Veveu Arruda, o deputado federal Leônidas Cristino, a secretária da Cultura e do Turismo, Eliane Leite e o secretário adjunto da Saúde, Zezé Leal.

A Procissão de Passos é uma realização da Diocese de Sobral e conta com o apoio da Prefeitura do Município, por meio da Secretaria de Cultura e do Turismo, da Guarda Civil Municipal e da Coordenadoria de Trânsito e Transporte Urbano.

“Essa procissão, que nós chamamos de Encontro, ela já é realizada aqui na paróquia de N. Senhora da Conceição há mais de 100 anos. Para nós católicos relembra o encontro de Jesus com a sua mãe, quando Maria encontrou seu filho todo ensanguentado, todo ferido e doando a sua vida pela salvação da humanidade. Com isso a igreja repetindo este gesto, vem mostrar à humanidade que novamente Jesus continua se entregando para a salvação da humanidade, sobretudo nos sofrimentos dos mais pobres. Nós passamos um momento muito difícil agora no país, onde todos nós devemos buscar primeiramente coragem e fé e pedir por justiça, para que todos aqueles que forem culpados sejam punidos. Não devemos mais ficarmos esperando que as coisas aconteçam da maneira como eles pensam, mas sim que escutem a voz do povo, escutem o que a sociedade clama por justiça. Devemos nos esforçar ao máximo para que as coisas aconteçam na paz, mas que a justiça não se afaste”, declarou para o Correio da Semana, o Pároco da Catedral, Pe. João Vasconcelos.

 

A entrada “solene” de Jesus em Jerusalém foi um prelúdio de Suas dores e humilhações

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No domingo de Ramos, dia 20 de março, Dom Vasconcelos abençoou os ramos no Santuário São Francisco e seguiu em procissão solene até a Catedral da Sé, onde lá aconteceu a solene celebração litúrgica.

A Semana Santa começa no Domingo de Ramos, porque celebra a entrada de Jesus em Jerusalém montado em um jumentinho – o símbolo da humildade – e aclamado pelo povo simples, que O aplaudia como “Aquele que vem em nome do Senhor”.

Esses ramos significam a vitória: “Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas”. Os ramos santos nos fazem lembrar que somos batizados, filhos de Deus, membros de Cristo, participantes da Igreja, defensores da fé católica, especialmente nestes tempos difíceis em que esta é desvalorizada e espezinhada.

O sentido da Procissão de Ramos é mostrar essa peregrinação sobre a terra que cada cristão realiza a caminho da vida eterna com Deus. Ela nos recorda que somos apenas peregrinos neste mundo tão passageiro, tão transitório, que se gasta tão rapidamente. E nos mostra que a nossa pátria não é neste mundo, mas sim na eternidade, que aqui nós vivemos apenas em um rápido exílio em demanda da casa do Pai. A Missa do Domingo de Ramos traz a narrativa de São Lucas sobre a Paixão de Nosso Senhor Jesus: Sua angústia mortal no Horto das Oliveiras, o Sangue vertido com o suor, o beijo traiçoeiro de Judas, a prisão, os maus-tratos causados pelas mãos do soldados na casa de Anãs, Caifás; Seu julgamento iníquo diante de Pilatos, depois, diante de Herodes, Sua condenação, o povo a vociferar “crucifica-o, crucifica-o”; as bofetadas, as humilhações, o caminho percorrido até o Calvário, a ajuda do Cirineu, o consolo das santas mulheres, o terrível madeiro da cruz, Seu diálogo com o bom ladrão, Sua morte e sepultura.

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