A espera do Senhor que vem!

Estamos chegando ao final do Advento e mais um Natal se aproxima. A Igreja nos chama a reviver a espiritualidade da vigilância e da espera confiante pelo Senhor que vem ao nosso encontro. Assim, nos preparamos ansiosamente para reviver o sublime mistério da Encarnação, acolhendo no seio de cada família e no coração de cada homem a luz resplandecente do Natal.
O tempo do Advento nos faz refletir sobre o sentido e a beleza das festas que se aproximam. E nada melhor do que se preparar dignamente na alegria, na esperança e, principalmente, na busca incessante pela conversão interior. De fato, quando a liturgia da Igreja nos permite atualizar o nascimento de Jesus, faz-se necessário um renascimento do homem.
É por isso que o Advento é o tempo da profecia. Revivemos aquilo que os profetas vivenciaram, quando denunciavam duras realidades e anunciavam a vinda do Messias. E suspiravam de desejo para que Ele viesse sem demora socorrer a humanidade corrompida e sofredora.
Até que chegou o último dos profetas. As pregações de João Batista anunciavam a proximidade do Reino de Deus. Era a voz que clamava no deserto um brado de penitência e conversão. Ele veio para derrubar os montes, preencher os vales e endireitar os caminhos por onde Jesus iria passar. É essa também um pouco da nossa missão nestes tempos difíceis.
Além disso, também recordamos que o Advento foi vivenciado de maneira digna e perfeita pela Virgem Maria. Ninguém melhor do que ela viveu com tanta profundidade a espera pelo seu Filho Jesus.
Até que chegou o dia. Os coros dos anjos festejaram com grande alegria o anúncio do primeiro Natal. Em uma noite fria, na simplicidade de uma gruta, a Palavra se fez carne e veio para mudar o coração e a vida dos homens. O menino de Belém foi a revelação de Deus que se fez um de nós e veio habitar em meio ao povo.
Essa é a grande alegria do Natal: a certeza de que um Deus entrou na história humana para marcá-la definitivamente com a sua presença. Por isso, a existência de dificuldades e a percepção de desafios são sempre fecundas em fazer-nos parar, refletir, corrigir caminhos e buscar a estrada certa. E nada melhor do que fazê-lo no Natal, junto ao presépio de Cristo.
Lá contemplamos o Menino Jesus e somos interpelados à conversão da alma. Conversão para Deus, acolhendo-o alegre e fielmente, para que não se repita o “não haver lugar para ele nas hospedarias da cidade”. Conversão para o próximo, procurando difundir entre os outros, especialmente entre os mais pobres e abandonados, um pouco da nossa felicidade do Natal.
Para tal feito, o amor nos impele e nos faz entender um Deus que se fez homem nesse mundo onde os homens querem ser deuses. Assim, abraçando os mistérios divinos e acolhendo o grande anúncio da paz, nós reencontramos a significação religiosa e confortadora do Natal.
É esse o cordial desejo do Jornal Correio da Semana a todos os nossos leitores. Que Jesus Cristo seja bem-vindo aos nossos corações. A todos um feliz e santo Natal e que o Ano Novo chegue com as bênçãos do Céu.

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