“A quem muito foi dado, muito será pedido”

Quando pensamos em títulos, cargos políticos, ou nas honras dadas a autoridades e lideranças, logo fazemos referência ao poder e à soberania. Mas existe um outro lado da moeda que aponta para a cobrança que pesa sobre essas pessoas. Jesus falou nos evangelhos que a quem muito foi confiado, muito mais será exigido.
Muitas vezes, existem brigas e disputas pelo poder, mas as autoridades, muito mais do que as honrarias, possuem uma grande responsabilidade de servir ao povo e, de um modo todo especial, aos oprimidos e aos que residem nas periferias geográficas e existenciais. Essa deve ser a bandeira levantada pela política e por todas as instituições sociais: a bandeira do serviço.
Devemos saber que, quanto mais alto é o cargo de uma autoridade, não significa que ela tenha mais poder, mas sim que tanto maior é o seu dever de serviço. Como a sociedade seria diferente se os nossos políticos tomassem consciência de que eles são os maiores servidores da população!
Isso também vale para quem se diz cristão, pois sobre nós recai uma responsabilidade maior do que sobre aqueles que não conhecem o Evangelho. Nós que o conhecemos, devemos ter atitudes condizentes com os seus valores.
Em época de campanha eleitoral, a arte da política se contamina, se torna feia. E há muitos que se deixam levar pelas querelas da politicagem e se esquecem de que são cristãos. Incitar a violência, provocar discussões desnecessárias e disseminar notícias falsas não são posturas de um cristão.
Segundo a nota que a CNBB emitiu por ocasião do segundo turno, “eleições são ocasião de exercício da democracia, que requer dos candidatos propostas e projetos que apontem para a construção de uma sociedade em que reinem a justiça e a paz social.” Quanto aos eleitores, ao assumirem discursos e posturas radicais, acabam colocando em risco as bases democráticas da sociedade brasileira e ferem a liberdade de consciência da população.
Portanto, aos que possuem o título de cristão, é exigida uma postura decente e com mínima discrição. E ao candidato que vencer será exigido o serviço em prol da dignidade da população.

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