O exercício da solidariedade

Uma das mais belas formas de continuar a missão de Jesus como seus fieis imitadores é através do exercício da solidariedade, que nos desperta à prática da caridade sincera em favor dos irmãos mais necessitados. É a atitude evangélica do bom samaritano que deve ser sempre presente na vida e na missão de cada cristão, principalmente no contexto atual no qual a miséria dos refugiados venezuelanos deve nos chamar a ações concretas de partilha.
Foi esse o objetivo do nosso bispo diocesano, Dom Vasconcelos, ao convocar todas as paróquias para uma arrecadação de donativos em favor dos imigrantes. A principal porta de entrada deles no país é pelo estado de Roraima, que se tornou vulnerável e sem condições materiais de acolher tantas pessoas.
Infelizmente, a realidade da fome e da pobreza extrema ainda é muito presente em todo o mundo e, em situações desse tipo, as estatísticas da miséria aumentam consideravelmente. A Igreja, em sua missão cristã e humanitária, está atuando na acolhida e na assistência desses refugiados. A Cáritas Brasileira enviou padres, religiosos e leigos, todos voluntários que procuram amenizar o sofrimento desses nossos irmãos. É a beleza do evangelho que se concretiza na vida da Igreja.
Do contrário, muitos chefes das nações falam muito nas crises imigratórias e nas consequentes calamidades, mas poucos concretizam seus propósitos. Esse ano, no Dia Mundial da Alimentação, 16 de outubro, o Papa Francisco denunciou a falta de vontade política em resolver esses problemas.
Ele assim se pronunciou: “De nós, os pobres esperam uma ajuda eficaz que os tire da sua prostração, e não meros propósitos ou convênios que, depois de estudar detalhadamente as causas da sua miséria, tenham como único resultado a celebração de eventos solenes, compromissos que nunca se concretizam ou vistosas publicações destinadas a engrossar os catálogos das bibliotecas”.
Portanto, a nossa responsabilidade cristã deve nos mover das palavras às ações. Por sua parte, a Igreja Católica, no exercício da missão que lhe confiou o seu Fundador Divino, oferece uma mão amiga de socorro e ajuda a quem, hoje, precisa da nossa ajuda solidária e das nossas orações.
Louvado seja Deus pelas tantas doações que a nossa diocese arrecadou para os refugiados, fruto da partilha do Povo de Deus que sempre demonstra generosidade e solicitude, principalmente os mais humildes que, com tanta facilidade, ofertam com amor. Assim, nós entendemos e levamos a misericórdia de Deus às mãos, à vida do povo sofrido.

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