O flagelo da corrupção

É sabido de todos os brasileiros que os fenômenos da corrupção existem nas nossas sociedades, assumindo a concessão de favores e favorecimentos, por quem detém alguma forma de poder, e pode envolver grandes quantias de dinheiro.

Na verdade, a corrupção concretiza-se por um conjunto de relações de cumplicidade, de pactos tácitos, de tráfico de influências e de conivências, de ameaças e de chantagens que, atenuando as resistências à sede incondicionada de dinheiro, poder e popularidade, subverte a consciência moral das pessoas e das instituições.

Infelizmente, há muitos sinais de corrupção, com especial incidência na economia e na política. Os seus custos recaem sobre todos os cidadãos. E são sempre muito superiores aos valores desviados e apropriados pelos culpados.

A corrupção, por sua vez, favorece escolhas egoístas e particulares, prejudicando a utilização correta dos recursos e deteriorando as decisões econômicas e financeiras, tanto em nível local como nacional.

Por outras palavras, a corrupção aumenta a desigualdade social, afasta os investimentos, piora o ambiente de negócios, dificulta a criação de empregos, prejudica a qualidade dos serviços públicos, entre outros danos.

Com efeito, a corrupção dificulta a prossecução do bem comum, impede o desenvolvimento e destrói o sistema democrático, ampliando os prejuízos.

Sem dúvida, o combate ao flagelo da corrupção tem de ser uma preocupação permanente, sendo muito importante que a responsabilidade das ações ilícitas seja explicitada e evidenciada.

É preciso um esforço muito maior para desmontar essa estrutura perniciosa, do qual muitos hoje se beneficiam. Seja como for, depende de desprendimento, altruísmo, senso cívico e visão. Nossas excelências têm oportunidade única de romper com esse mal e começar a construir um país mais justo.

De maneira geral, todos devem colaborar nesta transformação, sobretudo os cristãos, pois é sabido que não se pode servir, simultaneamente, ao dinheiro e a Deus, e a quem também foi confiada a missão de ser sal da terra.

Diante disto, portanto, somos impelidos ao combate à corrupção e dar sabor à vida, e de ser luz do mundo, encaminhando a sociedade para a verdade, a liberdade, a justiça, a solidariedade e a felicidade.

 

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