Tempo de vigilância

Estamos nos aproximando do Natal, nascimento de Jesus; é o Advento, tempo de gestação e expectativa, pois quando esperamos uma pessoa querida é preciso ter uma espera cuidadosa, querida e alegre.

Em se tratando de advento, o termo provém da palavra latina adventus e significa chegada. O tempo de Advento quer lembrar dois eventos importantes para a nossa fé cristã: a vinda do Filho de Deus e a vinda definitiva de Cristo para a instalação definitiva do Reino de Deus.

Dito de outro modo, advento é tempo de preparo para festejar a memória do evento salvífico de Jesus Cristo e de celebrar a esperança cristã. Além disso, a cor litúrgica utilizada nas celebrações será o roxo. O roxo, cor litúrgica das quatro semanas do advento, fala-nos de vigilância e de espera, espera que é esperança, pois Aquele que prometeu vir é fiel, não falhará.

Com efeito, na espera e na alegre vigilância, também não cantamos o “Glória” na Missa, e enfeitamos nossas igrejas com muita simplicidade, pois estamos de sobreaviso, estamos esperando: o Senhor se aproxima!

Queremos precisar isso porque a observação litúrgica do tempo de Advento é milenar na Igreja Cristã. Aguardamos a manifestação cada vez mais visível do Reino de Deus em que Justiça e Paz se abracem inaugurando assim um novo reino de amor.

São Bernardo nos recorda que temos que estar preparados e celebrando sempre o “Senhor que vem”, o Marana-tha (Vem Senhor) ou Maran-athá (o Senhor vem) dos textos de Paulo (1 Cor 16,22) e do Apocalipse (Ap 22,20).

Por isso, este tempo nos desperta para a esperança da renovação da vinda do Senhor em nossa vida. Também, de certa forma, nos prepara para o Ano do Laicato que viveremos em nossa Diocese de Sobral a fim de criar consciência do papel dos leigos na Igreja.

Neste sentido, celebrar o Natal é reconhecer que Deus visitou o seu povo” (cf. Lc 7, 16). A visita de Deus quer atingir o nosso coração e transformar-nos desde dentro.

Daí vem que, a tão desejada transformação do mundo, a superação da fome, a vitória da paz e a efetiva fraternidade entre os homens dependem, na verdade, da renovação dos corações.

Que o tempo do Advento predisponha nossos corações a acolher com intensidade o Amor que move todas as coisas no mundo. É um tempo de graça!

 

 

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