Em dia com a Igreja

A HISTÓRIA PODE NÃO SER BEM CONTADA, MAS A FÉ NA SANTA CORRE O INTERIOR DO ESTADO

Na última quinta-feira dia 26, comemorou-se o dia de Senhora Sant’Ana. Aqui aproveitamos alguns pontos do artigo de Padre Valdery da Rocha e do Padre Evaldo César de Souza, CSsR. “Ana foi a mãe de Maria, escolhida para ser a mãe de Jesus. A história dela só consta pela tradição. Não é narrada pelos Evangelhos. Daí haver algumas variedades nas histórias contadas pela tradição. De São Joaquim e de Sant’Ana, pais de Maria, ficaram poucos dados históricos. Teriam eles, por exemplo, visto o Menino Jesus? Sim, relatam uns, outros contam que não”! Conta Padre Valdery.

E, continua o autor: “Sant’Ana, cujo nome em hebraico significa graça, pertencia à família do sacerdote Aarão, e seu marido, São Joaquim, pertencia à família real de Davi. Seu marido, São Joaquim, homem pio fora censurado pelo sacerdote Rúben por não ter filhos. Mas Sant’Ana já era idosa e estéril. Confiando no poder divino, São Joaquim retirou-se ao deserto para rezar e fazer penitência. Ali, um anjo do Senhor lhe apareceu, dizendo que Deus havia ouvido suas preces. Tendo voltado ao lar, algum tempo depois, Sant’Ana ficou grávida. Eram eles residentes em Jerusalém, ao lado da piscina de Betesda, onde hoje se ergue a Basílica de Santana”.

“A história pode não ser bem contada, mas a fé na santa corre todo o interior do Estado. Treze municípios comemoraram de modo festivo o dia dedicado a ela: Varjota, Santana do Acaraú e Mocambo, em nossa Diocese de Sobral, além de Iguatu, Tianguá, Jati, Jaguaruana, Eusébio, Santana do Cariri, Independência, Crateús, Jardim e Paramoti,  nas demais dioceses do Ceará”.

E assim, Procissões, missas, alvoradas e festas foram preparados para homenagear a padroeira. A temática trabalhada na Paróquia Senhora Sant’Ana, de Mucambo, foi: Sal da Terra e a Luz do Mundo, trazendo à reflexão para o Ano do Laicato e uma chamada de atenção para a responsabilidade dos cristão leigos. Mas quem são os leigos? “O laicato se refere aos laicos, ou seja, aos leigos. Aqueles homens e mulheres, batizados, mas não ordenados, e sendo a maior parte da Igreja, os leigos têm um chamado próprio e específico no anúncio do reino de Deus dentro da secularidade temporal” (https://formacao.cancaonova.com/atualidade/sociedade/ano-laicato-vos-sois-o-sal-da-terra-e-luz-mundo/).  E como Lema: DÍZIMO EXPRESSÃO DE FÉ.

Aproveitei no domingo último (dia 22), quando fui convidada a fazer a reflexão do dia, entre outras palavras ditas e refletidas na ocasião sobre a liturgia do dia, eu falara que nós hoje devemos compreender melhor as três dimensões que o Dízimo nos apresenta para deixarmos de ser uma Paróquia de pedintes, leilões, show de prêmios e tantas outras formas de angariar recursos para a manutenção da Paróquia…  Que o Dízimo seja realmente uma EXPRESSÃO DE FÉ, de doação, de atitude de cada cristão católico para se colocar em prática o tripé que mantém uma Paróquia, comunidade das comunidades: Religiosa – Missionária – Social.

OS AVÓS DE JESUS

Quem vai nos falar um pouco mais sobre os pais de Maria é o Padre Evaldo, redentorista e comunicador da TV Aparecida: “Santa Ana e São Joaquim (pais de Nossa Senhora) 26/07 Segundo antiquíssima tradição da Igreja, hoje comemoramos a festa de São Joaquim e Santa Ana, pais de Maria Santíssima e avós de Jesus. O casal já estava com idade avançada e ainda não tinha filhos e a esterilidade causava sofrimento e vergonha, pois para o judeu não ter filhos era sinal da maldição divina. Mas Ana e Joaquim não desistiram. Rezaram muito até que, quando já estavam quase perdendo a esperança, Ana engravidou. Do amor e da fé do casal nasceu Maria, que iria gerar o Filho de Deus”.

“A santidade de Maria atesta para nós a santidade de seus pais, pois pelos frutos conhecemos as árvores. Maria, ao nascer, não só tirou dos ombros dos pais o peso de uma vida estéril, mas ainda recompensou-os pela fé, ao ser escolhida no futuro para ser a Mãe do Filho de Deus. Maria recebeu no lar formado por seus pais todo o tesouro das tradições da Casa de Davi que passavam de uma geração para outra; foi no lar que aprendeu a dirigir-se a Deus com imensa piedade; foi no lar que conheceu as profecias relativas à chegada do Messias. São Joaquim e Santa Ana, pais Maria, foram, no seu tempo e nas circunstâncias históricas concretas, um elo precioso do projeto da salvação da humanidade” conclui Padre Evaldo César de Souza, CSsR.

São João Paulo II também nos ensinou que São Joaquim e Santa Ana são “uma fonte constante de inspiração na vida cotidiana, na vida familiar e social”. E exortou: “Transmiti mutuamente de geração em geração, junto com a oração, todo o patrimônio da vida cristã”. Que hoje possamos pensar na nossa família, rezar por ela e pedir a Deus que nos ajude a manter unidos todos nossos familiares.

Para compreender um pouco mais a trajetória da Festa de Sant’Ana e São Joaquim, na Liturgia da Igreja, lembramos que a princípio, apenas Santa Ana era comemorada e, mesmo assim, em dias diferentes no Ocidente e no Oriente. Em 25 de julho pelos gregos e no dia seguinte pelos latinos. A partir de 1584, também São Joaquim passou a ser cultuado, no dia 20 de março. Só em 1913 a Igreja determinou que os avós de Jesus Cristo deviam ser celebrados juntos, no dia 26 de julho.

Oração: “Senhora Sant’Ana, fostes chamada por Deus a colaborar na salvação do mundo. Seguindo os caminhos da Providência Divina, recebeste São Joaquim por Esposo. Deste vosso matrimônio, vivido em santidade, nasceu Maria Santíssima, que seria a Mãe de Jesus Cristo. Alcançai-nos a alegria de viver fielmente na Igreja de Cristo, guiados sempre pelo Espírito Santo, para que um dia, após as alegrias e sofrimentos desta vida, mereçamos também nós chegar a casa do Pai. Por Cristo osso Senhor. Amém”!

Ir. Carminda Amélia Carvalho Alves, mrcj

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