FALSOS MITOS SOBRE EUCARISTIA…!

Caros leitores do centenário Correio da Semana, estamos celebrando neste Tempo Comum, a Semana da Eucaristia, alimento que nos fortalece na fé e nos torna tão próximos de Deus através de Jesus, o ‘Pão vivo descido do céu”! O Dia de Corpus Christi  é celebrado anualmente depois da Páscoa, sempre na quinta-feira seguinte ao Domingo de Pentecostes. A  Igreja Católica com seus pastores e fieis seguem em adoração e procissões em vias públicas. Adoramos o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo,  da mesma forma que Jesus nos ordenou que fizéssemos como ele fez na última Ceia. A Sagrada eucaristia é a presença material de Jesus na terra. Para compreender melhor este Mistério do divino Amor, Padre Valdery nos traz uma catequese sobre a Eucaristia: com as lentes da Teologi, mas de maneira simples. Procuremos “adorar em espírito e verdade” o Sacramento do Amor. Ir. Carminda Amélia Carvalho  Alves, mrcj.

Mito! Não sei se o leitor sabe, mas a palavra MITO está carregada de um significado um tanto negativo, pois aquilo que se diz, à maneira de um mito, pode nem corresponder à realidade, ou seja, pode nem ser verdade. É tido como verdade pela força da repetição, da transmissão continuada de um para o outro, elaborando-se uma verdade que pode ser apenas ilusória, que não resiste a uma análise mais cuidadosa e real.

Por que falo disso!? Em Dia com a Igreja traz um interessante estudo, de caráter reflexivo e catequético que, não faz muito tempo, foi divulgado por uma diocese brasileira, a Diocese de Frederico Westphalen-RS, com o título: MITOS LITÚRGICOS.

O texto, bastante longo, relaciona diversas afirmações, ou negações, especialmente ligadas à celebração da Missa, que estão sendo ensinadas com relação à vida litúrgica da Igreja. Introduzindo o seu estudo, diz o autor: “Infelizmente, tenho visto que muitos escritos sobre Liturgia editados no Brasil e muitos cursos de Liturgia ao nosso redor têm se tornado uma “hora do conto”, onde se ensina mitos que não correspondem à verdade da doutrina e da disciplina da Igreja Católica”. Contestando o ensino transmitido pelos que se dizem entendidos na Liturgia, previne o autor que não os acusa de má intenção, apenas de desconhecimento das normas e orientações da Igreja, a quem cabe disciplinar a oração coletiva da comunidade.

Tentando buscar as causas da construção daquele ensino equivocado, adianta o texto: “São ideias que, evidentemente, não surgiram ao acaso, mas são fruto direto ou influência de uma teologia litúrgica modernista e incompatível com a autêntica teologia católica. Aqui na América Latina, muitas delas, segundo a opinião de alguns, foram historicamente reforçadas pela disseminação de teologias importadas, especialmente da chamada “Teologia da Libertação”, que faz uma releitura de toda teologia (inclusive da teologia litúrgica)”.

Aquele informativo diocesano chama a atenção pela aparência de verdade com que se revestem as afirmativas ou negativas com as quais não concorda o autor do texto que aqui comentamos. Ao justificar suas discordâncias apela não apenas para razões subjetivas, como se fossem apenas um ponto de vista, mas fundamenta-as nas palavras e determinações dos documentos escritos, na atualidade, pelos últimos papas, pelo Concílio ou em normas recentes da Sagrada Congregação para o Culto Divino.

Neste esforço, expõe cada um dos que ele chama “mitos litúrgicos” e os contrapõe com a palavra oficial da Igreja. Apesar do seu esforço e das referências que faz, creio que o autor não conseguirá, no entanto, uma unanimidade entre os que o lerem. Os que não concordam preferirão considerar muita coisa do que diz como mero “ponto de vista” teológico. Não importa. A polêmica, quando bem intencionada, tem também um valor de aprendizagem.

O pouco espaço desta coluna não nos permite transcrever as argumentações do que vem ali explicado. Contentamo-nos com o anúncio das “mitos” e sua pronta rejeição, praticamente a primeira frase da argumentação. As razões e informações da contra-argumentação, baseadas nos documentos oficiais na Igreja, ficarão para outra oportunidade, nesta coluna.

São estas, na ordem em que vêm no texto do informativo diocesano, as sentenças contestadas, todas relacionadas à vida litúrgica de nossas paróquias e dioceses. Vamos conferir|:

1.  “A Presença de Jesus na Palavra é tão completa como na Eucaristia…!”  R – Não é.

2. “A Eucaristia é para ser só comida e não para ser adorada…! R – É para ser adorada também, sim.

3. “A adoração eucarística fora da Missa é ultrapassada…!” R – Não é.

4. “Na consagração deve-se estar em pé…!”   R – É para estar de joelhos.

5. “A noção de Missa como Sacrifício é ultrapassada…!”   R – Não é.

6. “É mais expressivo no altar a imagem de Jesus Ressuscitado do que a de Jesus crucificado…!”   R – Não é.

7. “Quem celebra a Missa não é o Padre, e sim toda a comunidade…!”  R.- É o padre, sim.

8. “A Igreja pode vir a ordenar mulheres…!”  R – Não pode.

9. “A Missa é para os fiéis…!”  R – Não. É para Deus.

10. “Não se assiste à Missa…!” R – Assiste-se, sim.

11. “Qualquer pessoa pode comungar…!”   R- Não pode.

12. “A absolvição comunitária substitui a confissão individual…!”   R – Não substitui.

13. “É errado comungar de joelhos e recebendo a hóstia diretamente na boca…!”  R – Não é.

14. “A comunhão tem que ser nas duas espécies: pão e vinho…!”   R – Não é preciso.

15. “O Ministério extraordinário da Sagrada Comunhão existe para promover a participação dos leigos…!”   R – Não. Não existe para isto.

16. “O cálice e o cibório podem ser de qualquer material…!”   R – Não podem.

17. “Os fiéis podem rezar junto com mo sacerdote celebrante a doxologia e a oração da paz…!”

R – Não podem.

18. “O sacerdote usar casula é algo ultrapassado…!”   R – Não é.

19. ”O Concílio Vaticano II aboliu o latim…!”  R – Não aboliu,

20. “Para participar bem da Missa é preciso entender a língua que o padre celebra…!”  R. Não     é preciso.

21. “O canto gregoriano é algo ultrapassado…!”    R – Não é.

22. “Atualmente o padre tem obrigatoriamente que rezar de frente para os fiéis…!”  R – Não tem.

23. “O Sacrário no centro é anti-litúrgico…!”   R – Não é.

24. “Não se deve ter imagens dos santos nas igrejas…!”   R – Deve-se ter, sim.

25. “Cada comunidade deve ter a Missa do seu jeito…!”  R – Não deve e não pode.

26. “Pode-se fazer tudo o que o Missal não proíbe…!”   R – Não se pode.

27. “O padre é autoridade, por isso deve-se obedecer-lhe em tudo…!”  R – Não se deve.

28. “Procurar obedecer às leis é farisaísmo…!”   R – Não é.

29. “O que importa é o coração…!”  R – Não exclusivamente.

30. “A Missa Tridentina é antiquada…!”  R – Não é.

31. “Para celebrar a Missa Tridentina é preciso autorização do Bispo  local…!”  R-Não precisa.

32. “Ir à Missa dominical não é obrigação…!”   R -Para os católicos é, sim.

* Pároco de Cruz

 

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