“A fé que não se traduz em obras é vã”

Neste final de semana, estamos terminando o Tempo da Quaresma, e no Domingo, amanhã, dia 25 de Março, já estaremos iniciando a SEMANA SANTA, ocasião em que o Mundo Cristão recorda, mais intensamente, os ensinamentos, o sofrimento, a morte e a Ressurreição de Jesus Cristo. Sábado que vem, dia 31, é a Vigília Pascal. É também data do 1º Centenário da Criação, entre nós, deste Jornal “Correio da Semana”, fruto da visão larga e futurista de Dom José Tupinambá, como temos lembrado nestes últimos dias. Hoje e no próximo Sábado, queremos pôr em prática, aquilo que estava na cabeça dele, quando inventou essa Obra: era para evangelizar.

Todos os anos, a Igreja Católica nos prepara para a celebração da Semana Santa, durante os 40 dias que a antecedem, no Tempo Litúrgico, que chamamos de QUARESMA. Estamos vivenciando, exatamente, o seu final.

Neste Domingo, dia 25, iniciaremos a SEMANA SANTA, recordando a entrada triunfal de Jesus, em Jerusalém, aclamado pelo Povo, como Rei, com ovações, hosanas ao Filho de Davi e outras aclamações àquele que vem em nome do Senhor. 

Jesus não estava enganado quando recebeu aquelas homenagens. Ele sabia que aquele povo, com as mesmas mãos que Lhe davam flores, também Lhe haveriam de apedrejar.

As mesmas bocas que cantavam: “bendito o que vem em nome do Senhor”, haveriam de gritar: “crucifica-O”, troca-O por Barrabás.

A partir deste Domingo, vamos recordar, concretamente, a Vida, os Ensinamentos, a Paixão, a morte e, sobretudo, a Ressurreição de Jesus.

É a Ressurreição de Jesus que O faz alguém diferente dos outros. 

É a Ressurreição de Jesus que justifica toda a nossa vida: as celebrações que fazemos, as pastorais da Igreja, o Ecumenismo que buscamos, os trabalhos comunitários e a certeza de que tem outra vida além dessa. Caso contrário, São Paulo não teria afirmado: “se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé”. 

É por causa da Ressurreição de Jesus, que celebramos a SEMANA SANTA, a partir deste Domingo, dia 25, até o Domingo seguinte: 1º de Abril.

Sobretudo, de Quinta feira, 29, em diante, as celebrações serão mais intensas, e haverá uma ligação maior com a presença física de Jesus no Mundo, e sua permanência conosco, mesmo depois que Ele voltou para o Pai.

Ele voltou, sim, para junto do Pai e do Espírito Santo, mas ficou conosco, para sempre, através de sua presença real, no Sacramento da Eucaristia.

Conforme a tradição da Igreja, celebraremos na Quinta feira Santa, dia 29, pela manhã, o Aniversário do Sacerdócio de Jesus Cristo. Será às 08h30 da manhã, na Catedral de Sobral: o Sr. Bispo D. Vasconcelos, todos os Padres da Diocese, religiosos e representantes das várias  Paróquias, concelebrando e festejando essa data, benzendo os Santos Óleos.

Na tarde da mesma Quinta feira Santa, 29 de Março, todos os Padres estaremos em nossas Paróquias, celebrando com nossas Comunidades, o Aniversário de fundação da Eucaristia. São dois Sacramentos que aniversariam ao mesmo tempo: o da Ordem, e o da Eucaristia, porque um depende do outro.

Depois da celebração do final da tarde da quinta feira santa, 29, a Igreja entra num clima de preparação para os acontecimentos da Sexta feira Santa, com adorações, promovidas por Grupos que se revezam até a madrugada, em todas as Paróquias.

A Sexta feira Santa, dia 30, será toda ela de reflexão e de ligação direta, de cada Cristão, com a Morte de Jesus. Não se faz farra, nem festas profanas, mas se aproveita o dia inteiro, da Sexta Feira Santa, bem como, os dias anteriores a ela, para fazer uma boa confissão, para uma consequente comunhão pascal, e assim satisfazer, no mínimo, o preceito da confissão anual e da comunhão pela Páscoa da Ressurreição.

A celebração no fim da tarde da Sexta Feira Santa não será uma Missa, é claro. É a rememoração da Morte do Senhor, com Leituras Bíblicas, apropriadas, com várias Orações nas intenções da Igreja, com a Veneração da Santa Cruz e com a Comunhão dos Fiéis, com hóstias consagradas na Quinta feira Santa.

Em muitos lugares se faz ainda, uma grande Procissão, com uma estátua do Senhor morto, e se encerra o dia mais triste da Semana Santa, embora na esperança de celebrar, com alegria, a Ressurreição, na madrugada do Sábado para o Domingo: de 31de Março para 1º de Abril.

Durante todo o dia de Sábado, nada se faz na Igreja, a não ser continuar com as confissões para, à noitinha, começar a celebração da Vigília Pascal.

Inicia-se com a bênção do fogo, entrada do Círio Pascal na Igreja, Canto de Louvor à LUZ DE CRISTO, e continuada pelas Leituras do Antigo Testamento, referentes à Páscoa dos Judeus, Orações e Leituras do Novo Testamento, já falando sobre a nossa Páscoa. Irrompe-se o Canto do Glória, soam sinos e campainhas e a Festa está feita.

Antes da Leitura do Evangelho, entoa-se a tão esperada ALELUIA, que já significa a Celebração da Ressurreição de Jesus.

Depois do Sermão, faz-se a Bênção da água que será usada na Pia Batismal durante todo o ano, faz-se a Renovação das Promessas do Batismo e se abençoa todo o povo presente à celebração, aspergindo-o com a nova água benta.

O povo, assim renovado, alegre e transformado pela graça de Deus, é convidado a se unir a toda a Igreja, para celebrar a FESTA DA PÁSCOA.

É o maior acontecimento da humanidade que se celebra. É a certeza de que ninguém morre mais. É a garantia de que há outra vida, após esta.

Muitos não pensam assim, nem estão preocupados com salvação, nem com a alma, nem com a vida eterna.

Outros não acreditam na Ressurreição.  Dizem que a alma é imortal, mas não para viver no Céu, eternamente. Ela é imortal porque sai de um corpo que morre, para um outro que nasce, e assim se vai, reencarnando, sucessivamente. E nisso, está sua imortalidade.

É para aprofundarmos nossa fé, que nos estamos preparando desde a Quarta feira de Cinzas – 14 de Fevereiro – isto é, desde o início da Quaresma; para celebrarmos o maior acontecimento da humanidade: a ressurreição de Jesus. Dom José escolheu, exatamente, este dia, há 100 anos, para lançar o seu instrumento coadjutor da Evangelização. Naquele dia era Festa da Páscoa.

Infelizmente, os sete bilhões e duzentos milhões de habitantes do mundo não têm essa certeza. Somente dois sétimos da população, mais ou menos, acreditam nessa verdade: um sétimo de Católicos e outro sétimo de cristãos não católicos: os protestantes e os ortodoxos. Temos que espalhar essa Verdade da Morte e da Ressurreição por todos os recantos do Mundo.

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