Cáritas Diocesana de Sobral organiza Mesa de Negociação Solidária na Comunidade de Zipú em Pacujá

Com o objetivo de apresentar as demandas da comunidade ao conjunto de instituições parceiras, a Cáritas Diocesana de Sobral juntamente com a Associação de Moradores da Comunidade de Zipú organizaram uma mesa de negociação solidária na capela da mesma com a presença de autoridades locais na manhã do dia 20, para assinarem um termo de compromisso em busca de soluções para os problemas expostos. 22 moradores se fizeram presentes e apresentaram preocupações com problemas de queimadas, pouca participação de moradores nas reuniões, presença de lixo na comunidade, poço profundo e posto de saúde sem funcionamento, calçamento danificado e demarcação do território.
O coordenador da Cáritas Diocesana de Sobral, José Maria Gomes Vasconcelos apresentou a infraestrutura da comunidade para o prefeito Alex Henrique Alves de Melo, para o vice José Silva de Abreu e representantes presentes de instituições como Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Ematerce (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará) e Projeto Paulo Freire: “A comunidade possui uma casa de semente comunitária, uma capela, 92 cisternas de placas, 21 cisternas de enxurradas, sete cisternas calçadão, três barragens subterrâneas, três poços profundos, roçado agroecológico, colégio desativado, funcionando apenas creche e Educação de Jovens e Adultos (EJA), posto de saúde sem funcionamento, sede da associação em construção e estrada boa de excelente acesso”, enfatiza ele.
Sendo a ideia da Cáritas lutar por autonomia na vida de políticas públicas, o momento organizado na comunidade garantirá o desenvolvimento na vida das 98 famílias que formam a área. Com uma população de 294 habitantes, 117 pessoas são associadas às causas coletivas; além da presença de grupo de idosos, terço dos homens e mulheres que contribuem na vida social dos indivíduos que moram ali. Segundo a presidenta da associação de moradores da comunidade de Zipú, Carminda Neta da Silva: “A gente ouve cada comunidade que é junta a nós. Vendo os problemas, fazemos uma reunião igual a essa para buscarmos soluções para as comunidades. A presença do prefeito foi muito importante, como também da presidenta do sindicato Maria Aparecida, do técnico do projeto Paulo Freire e da representante da Ematerce que são parceiros e mostram que não estamos sozinhos nessa jornada”, destaca ela.

Problemas
Para elaborar o diagnóstico rural participativo foi realizado o levantamento de informações da comunidade, como seu mapa de famílias e cisternas, em seguida foi apresentada a técnica de planejamento F.O.F.A (Fraquezas, oportunidades, fragilidades e ameaças) e então se concretizou o Plano de Desenvolvimento Local Sustentável (PDLS). A primeira preocupação dos moradores se apresentou em reduzir o índice de queimadas com o apoio de parceiros como a secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Projeto Paulo Freire que buscará capacitações e diálogos, e Ematerce que se comprometeu em realizar palestras de conscientização.
Regularizar a coleta de lixo, equipar um dos poços que está sem funcionar, concluir a obra do posto de saúde, recuperar o calçamento danificado, soluções para abastecimento de água e definir a limitação territorial foram os problemas urgentes identificados pelos moradores. O prefeito de Pacujá, Alex Henrique Alves de Melo aponta: “Momentos como esse são importantes porque a gente escuta a comunidade, detecta os principais problemas que existem. Assim, a gente diagnosticou as demandas e vamos buscar soluções para que consigamos resolvê-las no período mais curto de tempo e a comunidade possa ficar feliz e satisfeita”, destaca ele.

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