Paróquia de São Francisco de Cruz celebra jubileu de 60 anos

Na data histórica de 17 de março de 1958, Dom José Tupinambá assinou a Portaria de criação da Paróquia com o título de São Francisco de Assis, de Cruz

A Paróquia de São Francisco de Cruz está em festa. Na sexta-feira, 6, os fiéis festejaram o jubileu de 60 anos com missa em ação de graças na igreja matriz. Durante a celebração eucarística, houve um momento histórico. “Relembramos a memória dos padres e leigos que estiveram à frente da evangelização nestes 60 anos de história da paróquia”, ressalta Pe. Tomé da Silva, administrador paroquial sede plena da Paróquia de Cruz. O pároco é o cônego Manoel Valdery da Rocha. Na data histórica de 17 de março de 1958, Dom José Tupinambá assinou a Portaria de criação da Paróquia com o título de São Francisco de Assis, de Cruz.

Os fiéis de Cruz são um “povo pacato, acolhedor e religioso”, segundo Pe. Tomé. Entre as pastorais mais expressivas estão a litúrgica, catequese, batismo, primeira Eucaristia, crisma, sobriedade, movimento das Equipes de Nossa Senhora, Anjos do Bem, Apostolado da Oração, Mãe Rainha, vicentinos, coroinhas, ministros extraordinários da sagrada comunhão. Além da movimentada festa do padroeiro São Francisco, Corpus Christie também atrai muitos fieis das 22 capelas e de cidades vizinhas. Registro importante na Paróquia de Cruz é a ação pastoral das Irmãs Missionárias Reparadoras do Coração de Jesus. As irmãs chegaram em 7 de fevereiro de 1982.

Desmembrada da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, de Acaraú, a Paróquia de São Francisco, de Cruz, no início de sua criação, estava situada no hoje município de Cruz, o qual, quando de sua criação, abrangia também quase todo o território do atual município de Jijoca de Jericoacoara. Na época, fazia parte também de sua área geográfica uma parte do município de Bela-Cruz e boa extensão do município de Acaraú, ou seja, quase tudo que ficava à margem esquerda do rio Acaraú. O território da Paróquia inicialmente media cerca de 1.000 Km2, com a população de 15.000 pessoas, aproximadamente, naquela época.

Criação da Capela

No ano de 1880, a comunidade do lugarejo Caiçara, tendo a frente seu líder Antônio Pereira Brandão, inaugurou ali uma Capela, em honra de São Francisco.  Enquanto isto, no então povoado de Cruz, os cidadãos Francisco Bernardino de Albuquerque e Albano José da Silveira, iniciavam os trabalhos de construção de outro templo, igualmente consagrado a São Francisco de Assis. Em fins de 1884, a capela de Cruz estava pronta para que nela fossem celebrados os atos do culto.

A imagem do padroeiro do templo, que é de fabricação portuguesa, em data de 1883, foi encomendada, pelo Pe. Antônio Xavier de Maria Castro, então Vigário da Paróquia de Acaraú. Sua bênção aconteceu na Igreja Matriz de Acaraú, a 19 de dezembro de 1884, pelo mesmo Padre Antônio Xavier.  A bênção da capela foi dada com licença de Dom Joaquim José Vieira, em provisão datada de 9 de maio de 1884. E a criação de uma Paróquia naquela povoação, desde muitos anos, vinha sendo a aspiração maior da comunidade cruzense.

Criada a Paróquia pela Portaria diocesana em 6 de abril de 1958, logo no dia seguinte, 18 de março, Dom José lavrou uma segunda Portaria, nomeando o Padre José Edson Magalhães, ordenado sacerdote no dia 19 de janeiro de 1958, para o cargo de Vigário da nova unidade diocesana. A cerimônia de posse teve realização a 6 de abril de 1958, perante uma verdadeira multidão feliz. Padre Edson (ou Padre José, como era também chamado) conseguiu despertar naquela gente novos sentimentos de amor a Deus e de amor ao próximo. Seu paroquiato durou sete anos e cinco meses, isto é, de 6 de abril de 1958 a 5 de setembro de 1965, quando foi nomeado Pároco de Acaraú.

No dia 12 de setembro de 1965, a Paróquia de São Francisco de Cruz recebeu, festivamente, o seu segundo Vigário, Padre Manoel Valdery da Rocha, filho de Morrinhos, ordenado sacerdote em 6 de dezembro de 1964. Exercia o ofício de Vigário Cooperador de Acaraú. Padre Valdery da Rocha continuou a obra pastoral de seu antecessor, integrando-se na comunidade a ele confiada.

No seu paroquiato, surgiram, na Paróquia de Cruz, as CEBs (Comunidades Eclesiais de Base) e Capelas que se constituíram em pontos especiais de reuniões familiares e de trabalhos, bem como de lazer para os habitantes daquelas áreas. Novos Centros Catequéticos foram organizados na Paróquia, com Catequistas convenientemente treinadas e instruídas para este mister. Em 1976, a Paróquia começa a exigir curso de preparação para padrinhos de Batismo e Matrimônio, formando para tal alguns monitores. Importante equipamento para a pastoral e a vida da cidade de Cruz, foi a fundação pelo padre Valdery, da FM Comunitária Rádio 6 de Abril.

Além dos Vigários, a Paróquia contou com a presença e colaboração de vocacionados, seminaristas, diáconos e outros sacerdotes, destacando-se: Padre José Edmilson Eugênio (ano de 1987); Padre José Lucione Queiroz (2003); Padre Marcos Antônio Bezerra Uchoa (2006); então Pré-Diácono Antônio José Viana Monte (2007); então Diácono Maílson Costa Sousa  (2007); então Diácono Antônio Denílson de Souza (2008).

Filhos da Paróquia, ordenaram-se sacerdotes: Padre Francisco Nicodemos de Sousa (de Aranaú (Acaraú), nascido a 05 de fevereiro de 1943 e ordenado a 25 de janeiro de 1984); Padre Antônio Eudes Cruz (de Bela-Cruz, nascido a 04 de maio de 1969 e ordenado em 15 de agosto de 1999); Padre Francisco de Assis Neto, de Cedro (Cruz), nascido a 13 de outubro de 1983 e ordenado em 20 de janeiro de 2012); Padre Francisco Júlio do Nascimento, de Espinhos (Bela-Cruz), nascido a 25 de julho de 1978 e ordenado em 20 de janeiro de 2012. (Com informações do Pe. Manoel Valdery da Rocha)

Párocos/vigários

A Paróquia de Cruz, de sua criação até esta data, teve apenas dois Vigários:

Monsenhor José Edson Magalhães (1958-1965)

Padre Manoel Valdery da Rocha (1965 a atual)

Pe. Tomé da Silva (2018 a atual) – administrador paroquial sede plena

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