Celebrações

Lançado em 1943, O Pequeno Príncipe, traduzido para mais de 200 idiomas, chega aos 75 anos. Seu autor, Antoine de Saint-Exupéry, morreu num acidente aéreo no ano seguinte à publicação, sem ver o sucesso de sua obra. Este livro nos fala diretamente ao coração, isso para quem tem sensibilidade, e o autor oferece-o a um amigo adulto e começa pedindo perdão às crianças por oferecer “O Pequeno Príncipe” (Principezinho, em Portugal), a um adulto, mas, para solucionar o problema ele lembra que “os adultos já foram crianças, mas, que poucos lembram disso”. A dedicatória vai, então, ao seu amigo, quando era criança.

Aduzir a Exupéry para falar das celebrações das quais tratarei hoje é perfeitamente possível. Primeiro, dia 9, meu pai celebrou mais um aniversário natalício e o pai é a personificação da sabedoria. Tenha ele a idade que tiver; a formação que tiver, é a ele que recorremos em quase todas as horas. Na data de hoje, 12, lembro, pessoalmente, a data da criação de Guaraciaba do Norte, a terra em que nasci; aqui lembro que o Principezinho fez várias expedições a lugares e mundos, mas, era ao seu planeta que queria voltar. Também, neste dia 12, celebramos o aniversário de nosso Bispo Diocesano, Dom José Luiz Gomes de Vasconcelos, e, eu recordo, mais uma vez, Exupéry, “Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativa”, em seu diálogo sobre a amizade com a “raposa”, naquela quase fábula. Ao Papai e Dom Vasconcelos, desejo Vida longa e muitas felicidades. À Guaraciaba do Norte que ela encontre quem a ame administrativamente e faça do presente e do futuro da cidade o seu projeto e não o contrário.

Mas, amanhã é um dia muito especial. No diálogo que citei no parágrafo anterior, vem à tona a questão da rosa do Pequeno Príncipe. Ele pensava e ela se dizia única no mundo. Quando ele chegou à Terra descobriu várias rosas iguais à sua. Ele ficou um tanto decepcionado e se sentiu traído por ela. Ele relata isso à raposa e ela lhe diz: “Vá rever as rosas. Compreenderá que a sua é única no mundo. Você voltará para me dizer adeus, e eu lhe darei de presente um segredo”. O segredo é que “Só se vê bem com o coração: o essencial é invisível aos olhos”! Estas falas nos lembram nossas mães. Existem milhares de mães espalhadas pelo mundo. Mães, mães, mães, com tantas qualidades, com tantos segredos, tantas artes. Todas apaixonadas pelos seres que trouxeram ao mundo em colaboração ao projeto do Criador. Elas pedem, rezam, trabalham, amam seus filhos. O vínculo da maternidade e, também, da paternidade; não sejamos injustos; é tão forte que são capazes de dar a vida pelos seus filhos. Às vezes a relação não é fácil e eu me lembro dos leitores adolescentes (todos o fomos, rebeldes, querendo construir um mundo só pra nós) e um dia, esse dia sempre chega, admitimos que as mães, de um jeito próprio, sempre quiseram nosso bem. E, neste segundo domingo de maio, recorrendo mais uma vez, por analogia, a Exupéry, existem muitas mães no mundo, mas, nenhuma é igual às nossas mães. Elas são únicas! Nossos olhos se volvem para elas, todas as mães, todas belas, de uma beleza que nem a idade ofusca, e lhes pedimos a bênção, rogando a Deus que as abençoe, porque Ele também quis ter uma Mãe: Maria Santíssima!

Feliz dia das Mães!

%d blogueiros gostam disto: