Festa de Todos os Santos

Nos últimos dias, celebramos o dia de Todos os Santos (No Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil transferiu esta celebração para o domingo posterior ao dia 1º/11) e o dia de Finados, 2/11. Essas datas são importantes para nosso país cristão, laico, mas que não ignora suas tradições e sua história.
A Igreja Católica Apostólica Romana, conforme afirmo em meu livro “A Caminho da Santidade” (Ed. A Partilha, 2012), em sua sabedoria, instituiu a Festum Omnium Sanctorum, festa de Todos os Santos, celebrada anualmente. A Igreja firma na liturgia, o santo desconhecido de nós, mas, glorificado por Deus. Os santos reconhecidos, foram beatificados e canonizados, por isso possuem festas próprias. Isto nos lembra o pensamento de São Bernardo: “Para quê louvar os santos, para que glorificá-los? Para quê, enfim, esta solenidade? Que lhes importam as honras terrenas? A eles que, segundo a promessa do Filho, o Pai Celeste glorifica? Os santos não precisam de nossas homenagens. Não há dúvida alguma, se veneramos os santos, o interesse é nosso, não deles”.
As primeiras definições de santo que ouvi, não foram as que a hagiologia coloca. Lembro-me dos dizeres de minha mãe, de minha catequista, dona Dedite, de um santo com quem convivi, Mons. Antonino, e de um sacerdote muito querido que celebrou o casamento de meus pais, Pe. Maurício Melo: “santo”, diz ele, “é aquele que faz a vontade de Deus”. A simplicidade dessa definição demonstra, também, a dificuldade que é fazer a vontade do Criador.
Por conta do pecado, saímos do Paraíso, mas, pelo Amor de Deus, eu diria que Ele estava com saudade de nós e de nossas imperfeições, Ele nos deu outra chance. E para provar o máximo de seu Amor, enviou-nos seu Filho, Jesus (Irmão nosso, considerando o mistério da Santíssima Trindade). E nós sabemos de seu sacrifício, de seu Amor infinito, de sua misericórdia absoluta, e a santidade se tornou a vocação primeira de todo Cristão.
Na recente Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate, o Papa Francisco nos lembra que “O Espírito Santo derrama a santidade, por toda a parte, no santo povo fiel de Deus”, assim, houve gerações que viram e conviveram com um santo, muitas outras não, enxergando-os pela fé. Quem das últimas gerações não lembra do Papa João Paulo II? Lembro-me de reflexão que fiz quando participei da canonização de São João Paulo II: em 2005, muitos dos que ali estavam, choravam a despedida de João Paulo II e naquele instante, em 2014, choravam de alegria, celebrando um santo que viram pessoalmente, na TV, em livros, jornais, enfim, conhecido por variados meios. Para os santos não existe morte, eles estão no céu.
No dia da celebração de Todos os Santos, no calendário oficial da Igreja, amigos e admiradores do Mons. Joaquim Arnóbio de Andrade se reuniram na Casa Mãe da Congregação das Missionárias Reparadoras do Coração de Jesus para fundar a Associação dos Amigos de Mons. Arnóbio – AMAR, com o objetivo de incentivar e financiar a Causa de Beatificação e de Canonização do fundador das Missionárias Reparadoras, Mons. Arnóbio, Padre Arnóbio, para muitos. Ele conviveu conosco. Nós o conhecemos em vida e, se for a vontade de Deus, o veremos reconhecido santo!
Santos e Santas de Deus, rogai por nós!

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