Homenagem ao Clero: Dia do Padre (Sacerdote!)

São Paulo, apóstolo, define bem o sacerdote, “tomado dentre os homens, é constituído em favor dos homens naquelas coisas que se referem a Deus para que ofereça dons e sacrifícios pelos pecados” (Hb 5, 1). Na festa de São João Maria Batista Vianney, o santo Cura d’Ars, 4 de agosto, costuma-se celebrar, também, o dia do Padre, do Sacerdote, do Pároco. Aliás, o Evangelho da Celebração deste dia, nos remete ao martírio de João, o Batista (Mt 14, 1-12).

Ao tratar do Pe. Jean-Marie Baptiste Vianney (Nascido em 8/05/1786, descansando da vida terrena na noite de 4/08/1859, em Ars, França), em “A Alma de Todo Apostolado”, Dom Jean-Baptiste Chautard afirma, “Joannes quidem signum fecit nullum [João não fez milagre algum – Jo 10,41]. Sem fazer nenhum milagre, João Batista atraía as multidões. Bem fraca era a voz de São Vianney para se fazer ouvida da multidão que em volta dele se apinhava e, sem embargo, se o não ouviam, viam-no, viam uma custódia de Deus, e só essa vista subjugava e convertia os assistentes. Voltava de Ars um advogado. Como lhe perguntassem o que mais tinha impressionado, respondeu: ‘Vi Deus num homem’” (São Paulo: FTD,1962, p. 118).

Na adolescência, o Santo Cura d’Ars teria frequentado a escola por dois anos, quando abriram uma na sua aldeia, porque tinha de trabalhar no campo. Aprendeu a língua francesa, pois em sua casa se falava um dialeto regional. Para seguir a vida sacerdotal, enfrentou muita oposição de seu pai. Mas com a ajuda do pároco, aos 20 anos, foi para o Seminário onde a falta de instrução foi um desafio. Seus superiores não viam nele inteligência para acompanhar os seminaristas na filosofia e teologia. No entanto, Vianney era exemplo de obediência, caridade, piedade e perseverança na fé em Cristo. Em 1815 foi ordenado sacerdote. Deus o transformou-se num dos mais famosos e competentes confessores que a Igreja Católica já teve. Em 1818, numa carroça, transportando poucos pertences e livros seguiu para a então aldeia de Ars. Conta a tradição que na estrada ele se dirigiu a um menino-pastor dizendo: “Me mostras o caminho de Ars e eu te mostrarei o caminho do céu”. Hoje, monumento na entrada da cidade lembra esse encontro. O Cura d’Ars não possuía beleza física;dizem que dormia apenas três horas por dia e os que o viam faziam coro ao advogado que lá esteve:enxergavam Deus num homem.

Embora ser humano, pela ordem sacerdotal, o Padre se torna um ser que nos liga aos mistérios sagrados. Por suas mãos, recebemos o corpo e o sangue de Jesus, Filho de Deus. Lembro-me do querido Mons. Sadoc de Araújo, dos saudosos Mons. Antonino Soares, Mons. Aristides Cardoso que se dedicaram inteiramente à Causa do Reino de Deus e aqueles cujos testemunhos da santidade são tão fortes que os reverenciamos e os tornamos eternos em nossas memórias. Lembro-me de um sacerdote de quem assisti a apenas uma Missa, acho que era ele, mas, que aprendi a amar e a admirar por meio das religiosas da Congregação das Missionárias Reparadoras do Coração de Jesus, instituição criada por ele, Mons. Joaquim Arnóbio de Andrade, ordenado há quase 80 anos e falecido em 1985,sempre reverenciado quer por quem o tenha conhecido ou não.
Parabéns a todos os Sacerdotes! Nosso carinho e nossa Prece!

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