Paulo, Apóstolo de Cristo – o filme

‘Lançado no último dia 3 de maio, com duração de 1h48min, dirigido pelo cineasta Andrew Hyatt, tendo no elenco James Faulkner, Jim Caviezel, Olivier Martinez, entre outros, o filme “Paulo, Apóstolo de Cristo”, caracterizado como histórico e drama (EUA). Como protagonistas principais temos, São Paulo, brilhantemente interpretado por James Faulkner, e o evangelista São Lucas, com não menos brilhante interpretação de Jim Caviezel, que viveu Jesus em “A Paixão de Cristo”.

Com determinadas licenças, que não prejudicam o conteúdo geral, o filme se mostra muito interessante. Assisti na semana de estreia e não me decepcionei como no filme “Maria Madalena”, sobre Santa Maria Madalena, de Garth Davis, que esteve em cartaz dias antesda Páscoa deste ano. Ahistória de Paulo gira em torno da relação entre os personagens Paulo (antigo Saulo de Tarso) e Lucas (“o médico amado”), retratando as perseguições pelas quais passaram os primeiros cristãos, especialmente em Roma, a Cidade Eterna.

Na trama, merece destaque o “prefeito da cadeia”, Mauritius, interpretado por Olivier Martinez, que autoriza a permanência do médico Lucas, de origem grega, em companhia de Paulo que estava preso. Em algum momento, consta que Lucas teria sido preso, o que não corresponde à verdade. O certo é que Paulo ditava a Lucas suas famosas missivas (epístolas) que hoje compõem o Novo Testamento e os Atos dos Apóstolos, onde se encontra o que poderia ter sido uma das primeiras biografias, a história de Saulo de Tarso, que perseguiu cristãos e assistiu ao proto-martírio de Estêvão, sem nada fazer em defesa deste.

Em dado momento, é lembrada a oração que o Senhor Jesus ensinou aos seus apóstolos e, em cena comovente, pude observar em plena sala de cinema, as pessoas rezando o Pai Nosso, acompanhando os personagens do filme.

De sua viagem a Damasco, como Saulo, quando à pergunta “Por que me persegues?”, cai do cavalo, gerando o ditado, “caiu do cavalo”, à morte martirizado em defesa da fé que um dia perseguiu, pode-se ver neste filme. Acerca da morte de Paulo há uma pequena licença; Lucas não esteve naquele momento. Essa cena me lembrou o grande Padre Joaquim Colaço Dourado que afirmou numa palestra: “Nenhuma outra espécie de morte teria sido tão digna de Paulo como esta… sozinho… sem uma lágrima de amigo… sem um gemido de mulher ou filho… sem um carinho de mãe ou irmã… sem uma alma que lhe recebesse o último olhar… sem um coração que acompanhasse as derradeiras pulsações do coração… Ele só… com Deus… Assim morrem os heróis… Cidadão romano, só lhe convinha morrer a fio de espada… Apóstolo de Jesus Cristo restava-lhe morrer mártir”.

Paulo foi e continua a ser figura importantíssima para o cristianismo e, muito especialmente, ao catolicismo. Adentrar a obra e conhecer a vida do Apóstolo dos Gentios (não-judeus), como ficou conhecido, é algo extraordinário, em qualquer época e, embora não tenha sido Papa, muita vez se diz que ele inspira a pontífices, alguns, inclusive, escolheram seu nome para o pontificado.

Quem puder, não deixe de ver “Paulo, Apóstolo de Cristo”, e neste mês de junho, quando celebramos São Paulo, prestemos-lhe homenagens junto ao Príncipe dos Apóstolos, Pedro, humilde pescador da Galileia!

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