PRIMEIRA CONVERSA DO ANO

Atribuem a Roberto Pompeu de Toledo (tentei até um contato com ele, mas, não consegui) e a Carlos Drummond de Andrade (provavelmente não é dele, vi sua obra completa e não encontrei nada) a frase: “Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente…”. Este trecho é apresentado como poema, embora tendo a poeira da poesia, ele parece mais crônica, texto do cotidiano e, sendo de quem for, é genial mesmo.
Há uma semana era 2018, hoje estamos no 5° dia do ano. Escrevo esta coluna no segundo dia, ainda cansado das festividades e atividades. Neste fim de ano, entre a semana que antecede o natal e a última semana de 2018, concluí um novo livro, o 23º. Seguramente sairá este ano, pois, tem muitos que concluo e não publico, porque acho que ainda não é hora. 2018 foi ano bom, com perdas, alegrias, esperança e a felicidade que construímos diariamente, com a ajuda de todos, pois, não se é feliz sozinho. Foi o que aprendi nestes 45 anos, posso até estar errado, mas, hoje é o que posso afirmar.
Então, renovemos a esperança e desejo, sempre, que as alegrias natalinas nos acompanhem neste novo ano e porque não dizer, por toda a nossa vida e mesmo quando a vida aqui cessar, a esperança da ressurreição nos acompanhará.
Nesta primeira semana do ano, além dos cuidados com documentos formais da Causa de Beatificação do Servo de Deus Joaquim Arnóbio de Andrade que serão encaminhados à Santa Sé, tratei de atualizar processos, correspondências etc. Tenho o hábito de imprimir e-mails e colacioná-los em pasta, conforme seu assunto. Fico meio “encabulado” quando recebo algum e-mail elogioso quanto a mim ou ao que faço. Como meu e-mail é público, recebo muitas mensagens que aguardam o momento para ter resposta. Destas, em agosto passado, recebi uma do poeta Wesley Ribeiro Dias, ele não me disse se é de Sobral, mas, creio que é de nossa região. Dizia-me que gosta muito dessa coluna e homenageou o jornal pelo seu centenário, com um soneto. Pediu-me opinião sobre o assunto. Confesso que sou poeta de verso livre; vez por outra rimo, uso da métrica, mas, no geral, o que aprecio é a beleza e neste quesito, poeta Wesley, seu soneto está muito bom, por isso, o reproduzo aqui:
“A voz empostada e fina da Princesa/ Despontou do interior do agreste/ Para que o mundo tivesse inteireza/ Da fé, da poesia do Nordeste.// Essa voz religiosa de beleza/ Informava da diocese à leste e oeste/ E com o tempo, encorpou grandeza/ E louvor de glória agora veste.// O jornal que deu voz a Sobral/ É a nossa certidão de nascimento;/ De Dom José saudoso óbolo.// É gazeta de bem e não de mal/ E pela sólida credibilidade de conhecimento,/ Deixou de ser Correio da Semana, é o do século”.
Meus respeitos!
Este ano serão 101 anos e nosso jornal segue adiante, compromissado com seus valores e com a boa-nova, boa notícia!
Espero que a conversa inicial tenha valido. Se Deus nos permitir, daremos continuidade no decorrer do feliz ano novo!

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