#Somos todos caminhoneiros

A hashtag (restegue, em português) acima, expressão bastante comum entre os usuários das redes sociais, foi uma das mais usadas nos últimos dias. A greve dos caminhoneiros, aparentemente, não foi orquestrada por nenhum sindicato ou partido político. Não se observou, entre eles, bandeiras indicativas desses movimentos. Vez por outra via-se a Bandeira do Brasil. O movimento, conforme vimos pela imprensa, começou com convocação por meio de aplicativos de celulares. Um foi convocando outro e alcançou uma proporção nunca imaginada. Das grandes metrópoles às pequenas cidades, recebemos notícias, vídeos, áudios etc., informando a adesão à greve contra o aumento de combustível. Como dizia o colunista Vinicius Torres Freire do portal Universo Online (www.uol.com.br), “Da extrema esquerda a empresas, há adesão e pouca crítica ao paradão do transporte. Movimento se tornou porta-voz acidental da raiva das ruas”.

Nos últimos anos, vimos uma série de escândalos envolvendo políticos de diferentes partidos. A quem está de fora, parece que houve uma orquestração, um “planejamento” para sucatear o Estado Brasileiro. Vimos a Petrobras quase quebrada, o Correio Brasileiro (que já foi um dos melhores do mundo), fragilizar-se e por aí vai. Houve um tempo em que políticos, existem exceções, honravam seus “mandatos”. Ao ser eleito, o político recebe uma ordem do eleitor para representar-lhe, no entanto, o que prevalece, quase sempre é o interesse pessoal e o coletivo… fica para depois… Seria leviano dizer “todos” os políticos. Ainda existe homens sérios nesse meio, mas, a imagem que se tem é que a grande maioria é suspeita.

Não sou economista, mas, não precisa sê-lo para se observar que o “rombo” da Petrobras tem que ser pago por alguém e acabou sobrando para o contribuinte que sustenta essa gama de irresponsáveis que se apodera dos bens da nação.

O governo acionou seu estafe, fez pronunciamentos e tal, mas, não resolveu a questão muito rapidamente. No momento em que escrevo esta coluna ainda vemos sinais claros de que a greve continua. A imprensa noticia que o aeroporto de Fortaleza só teria combustível até este dia 30, véspera do feriado de Corpus Christi, quando, certamente, muitos viajarão. Eu mesmo estou preocupado, pois, irei ao Rio de Janeiro nesta sexta, 1°, para participar do Encontro Monárquico Brasileiro e não sei como será.

Vejo nesse movimento, o reflexo de duas características que se fazem presentes nas leis. A eficácia, que é o grau de aceitação de uma lei, e a sua legitimidade. O movimento me pareceu eficaz, pois, reiterando as palavras de Torres Freire, houve “pouca crítica”; a legitimidade, essa tem que ser assegurada pelo cumprimento das exigências para uma greve. Essas duas características lembram-me, também, o governo federal. Muitos dizem que o governo é golpista e tal. Ocorre que quando se elege o titular, elege, também o vice, o substituto, e o impeachment é instrumento previsto na Constituição. Ele possui legitimidade jurídica. O problema é a eficácia, a aceitação. Terá um governo mais impopular? Deixo a indagação ao leitor.

Que Deus salve nossa Pátria, a terra de Santa Cruz, pela intercessão da Padroeira e Rainha do Brasil, Nossa Senhora da Conceição Aparecida!

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