Último sábado de maio

Chegamos ao último sábado de maio, dia sempre lindo, lembrando Jesus, “Senhor do sábado” (Mt. 12,8), pois é a véspera do Dia do Senhor, domingo, que nos remete à Ressurreição. Dizíamos na primeira coluna deste mês, maio é mês excepcionalmente belo e, como diz Roberto Carlos, “se sorri ou se chorei, o importante é que emoções eu vivi”. Para mim, confesso, foram alegrias neste mês de Maria!

Dia 21, véspera da festa de Santa Rita, estive no topo do morro do Corcovado, no Rio de Janeiro, a 709 metros acima do nível do mar, aos pés da estátua do Cristo Redentor, em visita oficial da Nobre e Pontifícia Ordem de Cavalaria do Santo Sepulcro de Jerusalém, Lugartenência do Rio de Janeiro àquele majestoso Monumento ao Cristo Redentor, incluído, pela UNESCO (Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura), na lista de Patrimônios da Humanidade, acompanhando o eminentíssimo Cardeal Edwin O’Brien, Grão-Mestre da Ordem, residente no Vaticano. Com Sua Eminência, além de assessores, o Lugar Tenente da Ordem em Portugal, Dom Nuno de Bragança van Uden, a Dama de Comenda Isis Penido, Lugar Tenente da Ordem no Rio de Janeiro, demais cavaleiros e damas, recebidos pelo Pe. Omar Raposo, que naquela noite se tornou Presbítero Cavaleiro de nossa Ordem, reitor do Santuário ali existente. A mim foi uma emoção e alegria que não dá para descrever. Ao chegar ao Cristo, preparava-se uma celebração e vi a imagem de Santo Ivo, padroeiro dos advogados, celebrado no dia 19. Deus faz tudo muito certo e é preciso enxergar com a alma. Para mim, foi uma rara graça aquele momento que penso, produzirá frutos. Depois veremos!

E Santa Rita… No seu dia, lembrei-me de quando fui a Cascia, numa fria manhã primaveril na Itália. De longe avistávamos a linda cidadezinha no topo de um morro. Para chegarmos até aquele local tão antigo e tão belo, ao mesmo tempo moderno, segue-se em escadas rolantes ou elevador. Há também os caminhos normais. Preferimos a escada rolante, até porque não tínhamos muito tempo. Santa Rita nos recebeu com perfume de rosas que se espalhavam por toda a medieval povoação. Percorremos a Igreja com inevitável emoção de ver o corpo da Santa mumificado, seu convento e tudo ali demonstrando a presença de Rita que parecia estar a derramar bênçãos e rosas sobre todos os que ali aportavam. Este ano eu estava no Rio, com clima ameno, e apesar dos pesares, linda, a cidade maravilhosa.

Na próxima quinta-feira (quando novamente retornarei ao Rio de Janeiro, para apresentar a face reconstruída de Dom Pedro I, em projeto que coordenei, com a modelagem do designer 3D Cícero Moraes, no XXVIII Encontro Monárquico), além das coroações de Nossa Senhora que tradicionalmente ocorrem, teremos a Festa de Corpus Christi(Corpo de Cristo, em latim), solenidade originada no século XIII. A realização de procissão pelas vias públicas, está recomendada no Código de Direito Canônico (cânone 944) que determina ao bispo diocesano que a providencie, “para testemunhar publicamente a adoração e a veneração para com a Santíssima Eucaristia, principalmente na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo”. Vivamos bem estes dias de maio e que Deus nos abençoe, também, nos dias de junho que se aproximam!

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