“A boa política está a serviço da paz”, diz Papa Francisco

Vatican News
Os votos de Francisco, em sua Mensagem para o início do ano, são: “A paz esteja nesta casa”, com base no Evangelho de Lucas. Nesta passagem, o evangelista descreve que Jesus, ao enviar os seus discípulos em missão, os ensina a desejar a paz, ao entrar em qualquer casa. Ao entrarem, devem desejar “a paz esteja nesta casa! Se lá houver um homem de paz, sobre ele repousará a sua paz. Caso contrário, a paz voltará para eles”.
Por isso, em sua Mensagem no Dia Mundial da Paz (1º de janeiro), o Pontífice referiu-se à “casa” como uma “família, comunidade, país, continente e história”. O tema proposto pelo Papa este ano “A boa política está ao serviço da paz”, respeita e promove os direitos fundamentais do homem, que são, igualmente, deveres recíprocos, para se tecer um vínculo de confiança e gratidão entre as gerações do presente e as futuras.

O Santo Padre argumentou sobre o desafio da boa política, “um meio fundamental para construir a cidadania e as obras do homem. Mas, se aqueles que a exercem não a viverem como serviço à coletividade humana, pode tornar-se instrumento de opressão, marginalização e até destruição”.
 
Em sua Mensagem, o Santo Padre retoma também as “bem-aventuranças do político”, propostas pelo cardeal vietnamita Francisco Xavier Nguyen Van Thuan, falecido em 2002:
«Bem-aventurado o político, que tem uma alta noção e uma profunda consciência do seu papel; Bem-aventurado o político, de cuja pessoa irradia a credibilidade; Bem-aventurado o político, que trabalha para o bem comum e não para os próprios interesses; Bem-aventurado o político, que permanece fielmente coerente; Bem-aventurado o político, que promove a unidade; Bem-aventurado o político, que se compromete com a realização de uma mudança radical; Bem-aventurado o político, que sabe escutar; Bem-aventurado o político, que não tem medo!»
Em sua Mensagem, Francisco chama ainda a atenção para os vícios da política, insistindo sobre a boa política, que promove a participação dos jovens e a confiança no outro, dizendo: “Não à guerra nem à estratégia do medo”. Com isto, indica um grande projeto de paz, “que se baseia na responsabilidade mútua e na interdependência dos seres humanos”.

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