Clóvis Beviláqua em Sobral

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O auditório do Centro de Educação à Distância de Sobral ficou pequeno para a quantidade de participantes do evento Direito na Tela abordando o “Legado Jurídico de Clóvis Beviláqua”. Foram 180 inscritos entre advogados, professores e, principalmente, acadêmicos de Direito das três Faculdades de Direito de Sobral (UVA, FLF e INTA), além de estudantes e profissionais de Direito de outras cidades.

O evento foi aberto pelo presidente da Subseção da OAB de Sobral, advogado Rafael Ponte, que se disse muito feliz em anfitrionar todos os participantes, os conselheiros da OAB estadual Ana Paula Araújo e Moaceny Félix, além do debatedor José Luís Lira, presidente da Comissão de Direitos Culturais de Sobral, além dos presidentes de comissão ali presentes, conselheiros, diretores da CAACE e ESA, advogados, professores e estudantes, colocando que esta questão da qualificação faz parte dos projetos que desenvolve e desenvolverá em sua gestão.

O Conselheiro Moaceny Félix (professor e membro da Advocacia Geral da União), destacou que aquela atividade encampada pela Escola Superior de Advocacia (ESA) faz parte do Ano Clóvis Beviláqua, proposto à OAB Ceará pelo professor-doutor José Luís Lira e por ele, Dr. Moaceny Félix, destacando, ainda, que a comissão organizadora conta ainda com os advogados Marcell Feitosa (Diretor da ESA-Ceará) e Ana Karine Moreira (Vice-diretora da ESA-Ceará).

Exibido o documentário a um público de 180 pessoas (alguns assistiram em pé ou sentado nas laterais do auditório com capacidade para 150 pessoas), iniciou-se os debates entre os professores-doutores Ana Paula Araújo e José Luís Lira. Iniciando, José Lira leu trecho de uma carta de Clóvis Beviláqua datada de janeiro de 1883, na qual o jurista destaca para sua então namorada e depois mulher, Amélia de Freitas, a inauguração da Ferrovia (Férrea-via, no linguajar da época)  de Sobral ocorrida em 31 de dezembro de 1882 e que gerara admiração a Beviláqua pelo glamour da festa e da elegância dos participantes, citando baile que ocorreu no dia seguinte, 1° de janeiro de 1883, lembrando, também que Beviláqua estudara em Sobral. Abordou, ainda, a injustiça que Clóvis sofreu em ser citado por alguns biógrafos de Olga Benário Prestes como tendo sido autor de um parecer sobre o caso de sua expulsão, o que de fato não ocorreu.

A Professora Ana Paula Araújo falou sobre sua afeição à obra e a personalidade de Clóvis desde quando decidiu analisar a obra do jurista em seu mestrado, em 1990, dando ênfase à dialética entre Direito e Literatura de Clóvis, acentuando ao valor que Beviláqua dava às mulheres, provando que ele seria incapaz de dar um parecer contra uma mulher grávida, no caso Olga Benário. Demonstrou sua alegria do sucesso do evento de Sobral que se fez o maior público do Direito na Tela até o momento.

O evento foi totalmente gratuito e os participantes receberam pipocas em sacos personalizados para o Direito na Tela, cortesia da ESA Ceará.

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