Comércio está confiante na economia em 2019, enquanto política ainda é incógnita

Mudanças projetadas para a economia trazem ânimo para o comércio, enquanto a política ainda aguarda os primeiros passos de Jair Bolsonaro

As expectativas acerca do novo Governo e das prometidas mudanças no ramo da economia, além da tendência de um ano de quadra invernosa favorável dão aos comerciantes um otimismo que não era visto há pelo menos cinco anos. Os comerciantes estão mais confiantes no desempenho da economia em 2019. A expectativa positiva, a melhor para o mês de dezembro dos últimos cinco anos, fez com que a projeção de contratação de pessoal também aumentasse para os próximos meses.
As informações são do Índice de Confiança do Empresário do Comércio, divulgado na quinta-feira, 20, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O índice alcançou 115,5 pontos em dezembro, avanços de 5,4% em relação a novembro e de 5,7% em relação a dezembro de 2017. As expectativas também são de expansão do setor local, segundo o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Zezinho Ponte. “Temos uma boa expectativa para a economia. Estamos esperando as ações do novo Governo. Teremos ainda um ano de boas chuvas”, avalia.
No segmento industrial também há prognósticos positivos, segundo Nelson Rossi, diretor da Grendene. “As perspectivas para 2019 são positivas sobre todos os aspectos. Vemos um cenário com um governo novo, políticas novas, muitas novidades para acontecer, mas isso é uma parte do processo, a outra parte importante do processo somos nós”, ressalta.
Nelson Rossi ressalta que a Grendene como empresa sólida precisa ter um olhar sobre seus pontos fortes. “A gente tem que olhar a Grendene como uma empresa sólida, cada dia mais tem concretizado seus pontos fortes. A gente tem certa preocupação, pois podem vir mudanças que não estamos esperando, mas não creio que sejam mudanças bruscas. Cremos em mudanças significativas que podem afetar o nosso negócio. Vamos continuar trabalhando sério, investindo em pessoas, em tecnologias, investindo em produtos cada vez mais. Sempre estamos mais preparados”, explica.
Rossi lembra que nos últimos três anos experimentamos uma dose de crescimento negativo do PIB que desempregou muita gente e gerou uma recessão bastante significativa. “Isso faz com que projetemos com mais cautela o cenário futuro. Diante das incertezas e dificuldades, conclamo a quem tem uma pequena empresa, vamos olhar para dentro de casa e esperar um pouquinho menos do que pode vir de fora”, avalia.
Os próprios empresários precisam buscar se expandir. “Acreditamos muito no mérito para se fazer o seu negócio girar. Se você tem um ótimo produto, o que a sua empresa se diferencia das demais? Criar produtos competitivos não deixa de ser uma boa proteção contra a crise. Temos feito isso ao longo do tempo. A resposta poderia ser não estar preocupado. Todos, independente de qualquer coisa, temos só um presidente, então torcemos para que ele acerte e cumpra o que prometeu”, completa.

Política
Também 2019 promete boas perspectivas na política, segundo Paulo Vasconcelos, presidente da Câmara Municipal de Sobral. “2019 é um ano de desafios, mas acima de tudo um ano que ainda está com uma grande cortina. Estamos na expectativa que essas cortinas sejam reabertas e possamos ver a administração desse novo governo eleito”, ressalta.
O ano trará um novo govermo e a expectativa de mudanças positivas. “Jair Bolsonaro é uma incógnita nos projetos de campanha que encheram os olhos dos brasileiros nas urnas, mas vamos ver colocar em prática. Sabemos que desenhar um avião é fácil, mas botar o avião para voar é um pouco mais difícil. Vamos acreditar primeiramente em Deus, que Deus possa capacitar esse presidente eleito e que ele possa trazer para a população do nosso país, do nosso Brasil, um novo tempo de paz e harmonia, que essas desonestidades diminuam. Que isso seja o nosso ponto de partida e esperança nesse novo presidente para que ele possa proporcionar a essa população sofrida do Brasil, dias melhores para todo o nosso país”, avalia. (Colaboraram Henrique Brito e Araújo Pachele. Com informações da Agência Brasil).

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