Diocese de Sobral lança edital de Fundo de Solidariedade para projetos de superação à violência

Podem enviar projetos para o FDS entidades que preferencialmente trabalhem com a temática proposta pela Campanha da Fraternidade 2018 – “Fraternidade e superação da violência”

Agressão, discriminação, abuso, tortura, coerção, bullying. Muitos são os tipos de violência que assolam a sociedade e prejudicam as relações entre as pessoas. Atenta ao problema que está diretamente ligado às principais mazelas sociais, a Igreja Católica propôs para este ano a discussão da temática “Fraternidade e Superação da Violência” na Campanha da Fraternidade. Na Diocese de Sobral, além de trazer a problemática para o debate, estão sendo desenvolvidas ações concretas nas pastorais sociais e em instituições como a Fazenda da Esperança. Além disso, foi lançado o edital do Fundo Diocesano de Solidariedade da Diocese de Sobral destinado a projetos cujo principal objetivo seja a superação da violência.

Podem enviar projetos para o FDS entidades sociais sem fins lucrativos e/ou de apoio movimentos sociais que estejam habilitados preferencialmente a trabalhar com a temática proposta pela CF 2018 – “Fraternidade e superação da violência” e que estejam com a situação fiscal regular. O objetivo do edital do Fundo Diocesano de Solidariedade é “proporcionar às paróquias, pastorais e organismos o acesso aos recursos do FDS. Queremos trabalhar em prol de uma sociedade justa e fraterna com os nossos irmãos carentes e necessitados em busca de uma sociedade justa, fraterna, cristã e humanitária, assim possibilitando alternativas para gerar trabalho, renda e formação”, ressalta o bispo diocesano Dom José Luiz Gomes de Vasconcelos e Maria do Socorro de Jesus da Cáritas Diocesana de Sobral/Comissão do FDS no edital.

A Igreja tem demonstrado uma perene preocupação com a superação da violência, segundo o chanceler da Cúria Diocesana, Pe. Agnaldo Temóteo da Silveira. “A Igreja demonstra preocupação com a violência desde sempre. Neste ano, com a Campanha da Fraternidade, tem promovido uma intensa reflexão que leva às raízes da violência”.

O sacerdote explica que as ações de repressão têm se tornado insuficientes diante de uma sensação de impunidade, de uma desigualdade cada vez maior e de um ciclo de violência. “A Igreja sempre viu e lutou para superar a desigualdade social e a injustiça”, garante. Romper o ciclo da violência é uma necessidade, segundo Pe. Agnaldo. Ele cita um caso hipotético de um pai que é humilhado no trabalho, leva a raiva para casa e espanca o filho; a criança por sua vez leva essa violência sofrida para a escola.

“A violência não é só agressão física, mas é uma situação estabelecida na sociedade e muitas vezes não é levada em conta. É tão sutil que às vezes nem percebemos”, lamenta. A indiferença da sociedade à violência também é outro entrave, de acordo com Pe. Agnaldo. “O que se percebe é uma indiferença em relação às notícias de violência. Como se alguém agredido ou morto não fosse mais capaz de tocar nossos corações”, completa.

Igreja e Sociedade

A principal contribuição que a Igreja pode dar à sociedade para superar a violência é o anúncio explícito de Cristo, segundo Pe. Agnaldo. “A principal contribuição é proporcionar à sociedade um tempo de reflexão. A Igreja é anunciadora do Evangelho e do perdão. O caminho para superar a violência é sempre o amor que aplaca a sede de vingança”, ressalta. Os ensinamentos da Igreja também trazem à sociedade os valores morais.

Entre as pastorais sociais, Pe. Agnaldo ressalta a atuação da Igreja nas causas das crianças, idosos e na pastoral da sobriedade.  A Fazenda da Esperança São Bento, que celebra 10 anos em Sobral em 2018, já acolheu mais de 500 homens desde que foi fundada. A instituição busca recuperar jovens da dependência química.

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