Dom Vasconcelos encerra festejos de São José no Bairro Sumaré em Sobral com procissão e missa solene

Depois de 12 dias de Festa que teve como tema “Viver a alegria da santidade no mundo atual”, devotos de São José e moradores do bairro Sumaré em Sobral marcaram presença em encerramento. Procissão foi debaixo de chuva e missa de encerramento presidida pelo bispo diocesano

Centenas de fiéis compareceram à Igreja Matriz de São José no bairro Sumaré em Sobral na tarde da terça-feira (19) para encerramento dos festejos em honra ao santo padroeiro da paróquia e do estado. Procissão pelas ruas do bairro levou centenas de pessoas a viver um ato de penitência debaixo de chuva. Momento foi acompanhado pelo bispo da diocese de Sobral Dom José Luiz Gomes de Vasconcelos que logo em seguida encerrou a festividade ao presidirmissa solene concelebrada pelos padres João Batista Frota e Lucas do Nascimento Moreira, atual pároco da comunidade.
Em sua homilia, Dom Vasconcelos seguiu o tema proposto pela festa e ressaltou a alegria da santidade: “Alegrai-vos e exultai porque Santo é o Senhor Nosso Deus. Temos uma imagem distorcida sobre o que significa ser santo. Não é impossível. O Santo não é aquele que nunca pecou. Os únicos que não pecaram foram a Virgem Maria e seu filho Jesus. Todos nós pecamos. Santo é aquele que não desiste de fazer o bem”, ressalta.
São José possui relevância enorme nos planos de Deus. De acordo com Dom Vasconcelos, Deus precisou do “sim” de Maria e também do “sim” de José: “O Salvador, diziam as profecias, viria da descendência do rei Davi. O Senhor precisou da cooperação de José, pois ele era o descendente. José mesmo sendo um sonhador, deixou-se guiar pelo projeto de Deus”, enfatiza.

Exemplo de José
Assim como Deus escolheu José para ser esposo da Virgem Maria, chama os sacerdotes para serem esposos da Igreja, “pais adotivos dos filhos e filhas de Deus”, ressalta o bispo diocesano que garante ser a igreja do bairro do Sumaré um fermento na massa: “Uma verdadeira luz para o mundo”, destaca Dom Vasconcelos ao admirar tamanha devoção manifestada na festa desde as crianças até os mais idosos.
Ao abordar a santidade, Dom Vasconcelos lembrou que Deus está presente em nosso meio: “Se eu quero ir para o céu, devo viver a santidade em vida. Ir para o céu significa viver a santidade e para isso precisamos deixar o pecado. O pecado se manifesta em nossos pensamentos, nossas palavras, nossos atos e nossas omissões”, conclui o bispo que aponta a prática da caridade e misericórdia como início de uma vida santa.
Procissão debaixo de chuva

• Fiéis foram preparados para enfrentarem o percurso da caminhada penitencial. “São José foi bondoso em nos mandar chuva”, diziam os devotos

A chuva não impediu desta vez Francisca Oliveira, 52, de agradecer ao santo o milagre da vida e, pedir paz e saúde para a família. Francisca, que mora no bairro Sumaré, se curou a pouco tempo de um câncer de mama: “Eu tive muito doente, hoje vim agradecer, assisti a missa e participei da procissão. Cansei durante o trajeto, a dor chegava, mas consegui chegar. Fiz muitos pedidos, rezei terço, pedi saúde para mim e emprego para meu esposo. Alegria maior foi ter participado da procissão toda debaixo de chuva. São José foi tão bom para nós com essa água, só gratidão”, ressalta ela.
O vendedor de peças José de Oliveira,55,que reside no bairro Padre Palhano, há mais de 20 anos não perde uma procissão do dia 19 de março; dia de São José. Devoto do santo desde pequeno, diz ser uma honra ter sido batizado com o mesmo nome do padroeiro: “Rezar, agradecer, pedir bênçãos; isso não posso deixar de fazer todos os anos. Faça chuva ou sol, sempre estou aqui. E debaixo de chuva é melhor ainda”, enfatiza.

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