I Seminário de Direitos Humanos e Mídia reflete a comunicação comunitária

Objetivo é criar uma futura política de direitos humanos e comunicação no município de Sobral

A comunicação comunitária como promotora dos direitos humanos e da expressividade foi o principal enfoque do I Seminário de Direitos Humanos, Mídia e Comunicação. O evento, realizado na quarta-feira, 24, no SESI/Senai resultou em carta de pactuação para a criação de uma futura política de direitos humanos e comunicação no município de Sobral. A promoção é da Secretaria dos Direitos Humanos, Habitação e Assistência Social (Sedhas), com colaboração entre a Unidade de Gerenciamento de Projetos de Prevenção de Violências (UGPPVA) e a Coordenadoria dos Direitos Humanos.
O objetivo do Seminário foi discutir políticas de comunicação, de forma inclusiva, que privilegie a efetivação dos direitos humanos e a expressividade. O evento contou com palestras na parte da manhã e discussões em grupo no período da tarde. Thamila Santos, gerente da Célula de Comunicação Colaborativa, Criativa e Cidadã da UGPPVA, explica que a comunicação comunitária faz parte de um trabalho que vem sendo desenvolvido pela Secretaria para reduzir a violência entre os jovens.
“O comitê cearense de prevenção da violência elencou 12 formas de prevenir os homicídios entre os jovens e o 11º é Mídia sem violações de direitos. Os jovens precisam de uma mídia reflexiva que possa pensar suas práticas”, avalia Thamila. Os coordenadores da UGPPVA são Glória Ribeiro e Gênesis Nunes. O titular da secretaria é Júlio César da Costa Alexandre.
Atualmente a célula articula a comunicação comunitária no Território 1: Terrenos Novos, Nova Caiçara e Vila União. Os articuladores trabalham oficinas de educomunicação dando aos jovens possibilidade de desenvolverem projetos de fotografia, audiovisual, fanzine. “Acreditamos e apostamos em comunicação colaborativa para que os estigmas sejam ressignificados. Muitas vezes os jovens se veem nos blogs e rádios com violência, morte e sangue. Queremos promover outras formas de narrarem a si mesmos”, completa Thamila Santos.

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