Jovens Sobralenses do Bairro Terrenos Novos poderão participar de projeto que estimula comunicação e formação de trabalho rentável

Batizado de “LabConecta: laboratório de conexões criativas para prevenção de violências”, foi financiado pelo Banco Santander por meio do programa “Amigos de Valor”. O recurso, já depositado na conta do FMDCA (Fundo Municipal da Criança e do Adolescente) é de R$ 221.009,00

30 jovens que moram no bairro Terrenos Novos em Sobral, com idade de 12 a 21 anos poderão ser selecionados para participar do projeto “LabConecta” que pretende levar formação para desenvolvimento de novas formas de se comunicar e da oportunidade de trabalhos rentáveis, contribuindo para prevenir o índice de violência que segundo dados apontam como sendo elevado no local. Os selecionados ganharão ajuda de custo.
Segundo a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Savanya Shell, o projeto surge de uma necessidade de cumprir a proposta do governo municipal: “A gente possui um vasto trabalho voltado para diminuir o índice de violência e, o LabConecta vem para ser um braço, para compor essa proposta. O objetivo principal é dar acesso a jovens do bairro dos Terrenos Novos, porque é o bairro que de 2017 a 2018 dobrou o número de homicídios, então é um bairro, localizado no território I, e dar acesso a esses jovens é proporcionar a oportunidade de estarem numa espécie de incubadora, para que consigam ter acesso a informações, e produzir trabalho rentável através da economia solidária”, ressalta ela.
Para participar do projeto, além da idade e de residir no bairro Terrenos Novos, fatores que serão levados em consideração são indicadores detectados pela Unidade de Gerenciamento de Projetos de Prevenção de Violências na Adolescência (UGPPVA). De acordo com Savanya Shell existe uma tabela de vulnerabilidades: “Estratificação de riscos, indicadores como reside em área de risco, contato com arma de fogo, envolvimento com facções e outros. Essas pessoas diante dos estudos são as próximas vitimas”, afirma ela.

Identidade
O projeto visa não somente paridade de gênero. “Oportunidade também para as mulheres. Pois o feminicídio está dobrando. E queremos olhar com mais zelo, ter um olhar mais cuidadoso, tecnologia leve”, garante a presidente do CMDCA. A duração do projeto é de um ano e pode ser renovado de acordo com a avaliação do banco.
“Jovens de Impacto na Periferia, Nós por Nós, Construção de Identidade Coletiva, são nomes de trilhas divididas em eixos que farão parte do projeto. Hoje já conseguimos reunir no mesmo bairro pessoas de outros. Isso já parte da proposta de se comunicar de forma diferente. E nosso dever é oferecer uma oportunidade para que os jovens tenham acesso a um trabalho formal e consigam se qualificar para isso”, conclui.

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