Jubileu sacerdotal de Pe. Assis Rocha é incentivo a novas vocações

Comemoração dos 50 anos de sacerdócio de Pe. Assis Rocha contou com a presença de sacerdotes das Dioceses de Sobral e de Afogados da Ingazeira (PE)

Monsenhor Assis Rocha celebrou o Jubileu de Ouro de Ordenação Sacerdotal no sábado, 4, data em que a Igreja lembra a memória de São João Maria Vianney, pároco dos sacerdotes. “Hoje celebramos solenemente o dia do padre com o Jubileu de ouro Sacerdotal de Monsenhor Assis Rocha. São cinquenta anos de vida sacerdotal, de amor ao povo, de amor aos pobres”, ressaltou o bispo diocesano Dom José Luiz Gomes de Vasconcelos antes de ceder a presidência da celebração a Monsenhor Assis Rocha. Pe Assis passou a maior parte de sua vida sacerdotal a serviço da Diocese de Afogados da Ingazeira (PE) e desde 2002 atendeu ao chamado de retornar à Diocese de Sobral.
A vocação de Pe. Assis é incentivo para que outros também se abram à vocação sacerdotal. Pe. Ítalo Arcanjo, reitor do seminário filosófico São João Paulo II apresentou os seminaristas da Diocese de Sobral e disse que o jubileu na véspera da abertura do mês vocacional é “um dia significativo para pensarmos as vocações”.
A santa missa foi concelebrada por Monsenhor João Carlos Acioly Paz (Vigário Geral da Diocese de Afogados da Ingazeira), Pe. Antonio Orlando Bezerra (vigário da Paróquia de São Francisco em Afogados da Ingazeira – PE), Pe. Cláudio Nascimento (pároco de Bela Cruz – CE), Pe. Valdery da Rocha (pároco de Cruz), Pe. Tomé da Silva (administrador paroquial sede plena de Cruz), Pe. Francisco Júlio Nascimento (vigário da paróquia de Aranaú), Pe. Raimundo Nonato Timbó (pároco de Marco), Pe. Edmilson Eugênio (pároco de Acaraú), Pe Florêncio da Costa (pároco de Panacuí), Pe. Marcone Martins (pároco de Senador Sá), Pe. Rômulo Rocha (Morrinhos), Pe. Agnaldo Temóteo (pároco do Patrocínio), Pe. Lucione Queiroz (pároco da Catedral), Pe. Jesuíno (pároc de Pacujá), Pe. Fábio Mota (capelão da capela de Nossa Senhora das Graças), Pe João Batista Frota (idealizador do projeto Cabra Nossa), Pe. João Vasconcelos (pároco de Ipu), Pe. Zenóbio Gomes Silveira (diretor pedagógico do Museu Dom José), além de outros sacerdotes.
Durante a homilia, o Vigário Geral da Diocese de Afogados da Ingazeira, Monsenhor João Carlos Acioly Paz, ressaltou que o momento solene e festivo do jubileu de ouro do sacerdote apoiado pelos textos sagrados da liturgia do dia nos ajudam a refletir sobre a profecia de Monsenhor Assis Rocha. “Ser profeta é denunciar o pecado. Nós presbíteros somos marcados pela firmeza e pela ternura para que outros vejam que um homem tirado do meio do povo cheio de fragilidade, mas escolhido por Deus, é chamado a ser firme e fiel”, ressalta. Monsenhor Acioly disse que Pe. Assis tem a marca da disponibilidade. “Uma qualidade de Assis é a disponibilidade. Tudo isso é motivo de ação de graças e de esperança e renovar amor a Deus e à Igreja de forma incansável. Continue servindo a igreja com alegria e ardor missionário que é função de todos nós”, ressalta.
Vocação
A Vocação de São João Maria Vianney, o Cura d’Ars, já impressionava Pe. Assis desde sua adolescência. “Eu me decidi: ‘se eu for padre, quero me ordenar no dia da festa litúrgica de São João Maria Vianney’. E assim o fiz. Tornei-me Sacerdote no dia 04 de agosto de 1968, pelas mãos de meu querido amigo e saudoso Bispo D. Francisco Austregésilo, em Bela Cruz, a minha terra natal”. O padre agradeceu a seus pais que com todo o esforço o mantiveram no seminário.
Pe. Assis disse em sua fala que seu maior desejo é “que minha vida possa exprimir tudo o que realizei no altar durante a sagrada Eucaristia”. Ele afirmou buscar viver a profecia. Pe. Assis Rocha disse ser urgente e necessário que novas vocações surjam na Diocese. “O padre está em missão constantemente. É um trabalho necessário. Os pais estimulam os filhos a serem médicos, advogados, políticos, tirar o dinheiro das pessoas, mas nem todos incentivam a vocação sacerdotal que é uma missão”.
O sacerdote aprendeu ao longo de sua vida a gritar contra as injustiças e denunciá-las. “Jesus chamou Herodes de raposa e disse a Pilatos que sua autoridade era uma migalha que Deus permitia. Não peço desculpas porque denunciei o pecado. Se pedir desculpas é porque não acredito no que disse. Eu me formei em comunicação para falar a verdade”, garante. Ele também se coloca à disposição da Igreja quando é solicitado. “A coragem de pregar e o compromisso com o Evangelho está acima de tudo”.
Pe. Gonçalo, em nome do clero da Diocese de Sobral, exaltou as características de Pe Assis Rocha e disse que ele conserva as mesmas características desde a infância e a juventude quando os dois se conheceram no seminário “Ativo, bom companheiro e desejoso de realizar sua missão profética. É um profeta porque anuncia, denuncia com coragem e mansidão e quem se sente ofendido é porque não está vivendo a palavra de Deus”.

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