MUSEU DOM JOSÉ: UM CONVITE À HISTÓRIA DE SOBRAL

Fundando em 29 de março de 1951 pelo bispo Dom José Tupinambá da Frota e, sendo inaugurado oficialmente em 10 de março de 1971, o Museu Diocesano, hoje recebendo o nome de seu fundador, possuí um grande acervo da história de Sobral e de Municípios vizinhos. Considerado o quinto maior em arte sacras e decorativa do Brasil, tem uma coleção de mais de trinta mil peças.

O museu fica localizado no centro de Sobral e foi instalado dentro de uma casa episcopal pertencente à Diocese. Além de contar a história de toda a região, mostram os sacríficos da igreja e as doações feitas. É usado, também, como fonte de pesquisa para muitos, explica-nos o diretor Antenor.

“O museu é tão consolidado como uma instituição com grande importância dentro da Cidade, que nós permitimos que ele seja aberto para pesquisas, mas eu sempre sugiro que o vejam como um lado positivo, pois é feito de doações, de sacrifícios da própria igreja católica, inclusive esse prédio onde ele está instalado era uma casa episcopal, onde poderia estar funcionando qualquer outra coisa, onde uma grande edificação como essa sempre foi, mas hoje tem sua importância e sempre será o Museu Dom José”.

A posse pertence à diocese de Sobral na pessoa do Bispo, hoje sendo Dom Vasconcelos, que tem maior autonomia de tomar decisões sobre o museu, com as próprias pessoas que trabalham, inclusive com a diretoria. Porém, por muito tempo ficou fechado e para reabri-lo, o professor Teodoro resolveu encaixá-lo dentro dos custos da Universidade Vale do Acaraú (UVA), que mantém os gastos de toda manutenção, pagamento dos onze funcionários e qualquer outro custo financeiro. O Museu também mantem alguns convênios com a prefeitura, através das secretarias de Cultura e Educação, e recentemente com a Doce cultura, como uma forma de estimular as pessoas a visitarem.

“Toda equipe tem uma dedicação e um carinho especial por este local, gostam de onde trabalham e das pessoas que precisam”. Com pouco tempo sendo diretor do museu, Antenor nos reforça admiração por Dom José e este local construído com muito esforço.

“Faz pouco tempo que estou aqui, assumi não tem nem um ano, mas cada vez que entro e olho eu me admiro com duas coisas, primeiro com Dom José, eu já gostava dele, porque olho para tudo isso que esse homem conseguiu, e a outra é que a gente não cansa de ver tanta coisa bonita. Muitas pessoas criticam que museu é uma coisa, que fica na prateleira e não tem uso, mas se não fosse essa coisa na prateleira ninguém saberia mais nem que elas existiam”.

O Museu mantém exposições permanentes e temporárias, além de salas temáticas. Durante o mês de abril, a exposição do índio foi uma atração para estudantes das escolas municipais públicas e particulares.

“Esse Museu tem as portas abertas pra todas essas instituições. Ele abre de terça-feira sexta-feira, de 8h as 17h e no sábado, de 8h ao meio-dia.”, frisa Antenor.

Por Dalila Lima, Querolaine Carvalho e Janna Paula – Estudantes do Curso de Jornalismo das Faculdades INTA

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