Paróquia São José do Sumaré festeja padroeiro

Teresa Fernandes – Jornalista – Correio da Semana

Festa será realizada de 8 a 19 de março, com programação que contará com motocarreata, novenas, missas, noites culturais, além de procissão.

A Paróquia de São José do Sumaré está organizando os detalhes finais para a festa do seu padroeiro, que acontecerá de 8 a 19 de março. O tema deste ano, em sintonia com o ano do laicato, é “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na Igreja em saída, à serviço do Reino” e o lema: “Sal da Terra e Luz do Mundo”. A programação terá início no dia 8 de março com alvorada festiva, às 5h, com a Celebração do Ofício Divino das Comunidades, finalizando com um café partilhado.  A partir das 17h30 acontecerá uma motocarreata,  com concentração na capela de São João Batista,  bairro do Padre Palhano, em direção ao bairro Dom José, encerrando na matriz de São José. Na oportunidade,  haverá bênção do Santíssimo Sacramento e a santa missa, às 18h30.

Durante a festa, acontecerão confissões, apresentações culturais, shows e o funcionamento da barraca, como comidas típicas. Ainda como parte da programação social da festa acontecerá o tradicional leilão no dia 17, a realização de uma rifa no dia 19, dentre outras atrações. Serão dois leilões nos dias 17 e 18 de março, além de uma rifa no dia 19. O encerramento da festa ocorrerá no dia 19, com procissão às 17h30, saindo da Igreja Matriz, passando pelos bairros: Padre Palhano, Dom José I e II e chegando à Igreja Matriz.

Pastorais e movimentos

A paróquia de São José está passando por uma reestruturação no seu funcionamento pastoral, missionário, administrativo e patrimonial, dentre as principais ações destacamos a organização do Conselho Missionário Paroquial (COMIPA), a criação dos Conselhos Pastorais Administrativos/COPAC´s, implantação do projeto de Iniciação à Vida Cristã, formação dos Círculos Bíblicos, formação permanente para os Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão / MESC, revitalização do Setor de Juventude, formação do grupo de teatro paroquial, formação permanente da pastoral do dízimo, implantação da Pastoral da Comunicação, formação permanente para os Coroinhas, reestrutação da pastoral do matrimônio, dentre outras atividades pastorais e missionárias preparadas para ser desenvolvidas no decorrer deste ano.

Histórico

Tendo sido criada há apenas 4 anos, no dia 07 de outubro de 2013 após ter sido desmembrada da Paróquia do Patrocínio, a Paróquia de São José está se estruturando com a criação de Conselhos, como o Conselho Pastoral e Administrativo das Comunidades (Copac) e o Conselho Paroquial Pastoral. Também está sendo feito um levantamento patrimonial dos bens da paróquia. O então Bispo Diocesano, Dom Odelir José Magri, por meio da Ereção Canônica, elevou a Capela de São José à condição de Paróquia de São José, tendo seu primeiro Pároco, Pe. João Batista de Sousa Mesquita e primeiro Vigário Paroquial, Pe. João Batista Frota.

Os limites da paróquia têm início no entroncamento da Via Férrea Sobral-Teresina com término na Rua Idelfonso Cavalcante, seguindo pela Via Férrea até a ponte sobre o Riacho Mucambinho. A partir deste ponto, o limite seguirá pelo referido riacho até alcançar a margem Oeste do Rio Acaraú, seguindo até a linha limítrofe que separa o município de Sobral do município de Groaíras, seguindo até encontrar-se com o limite municipal Sobral-Cariré.

O limite seguirá por aí até a demarcação municipal que separa os distritos sobralenses de Jaibaras e Bonfim, isto é, o Rio Jaibaras, seguindo por ele até a pequena ponte da estrada sem denominação oficial que vai do Setor VI ao Setor III. Aqui o limite seguirá por esta estrada carroçável até ligar-se à também estrada carroçável Moacir Lima Feijão seguindo por esta até a BR 222, indo por ela no sentido Tianguá-Sobral até a altura da Rotatória, nas proximidades do Cemitério Jardim Eterno. Aqui o limite passa a sera Av. Senador Ermírio de Morais até alcançar o seu início no entroncamento com a Via Férrea Sobral-Teresina.

A história da paróquia, no entanto, teve início muitos anos antes. No local onde está a Igreja Matriz, havia uma pequena capela em honra a São Miguel Arcanjo, que foi derrubada. Em 1945, o casal Comendador José Modesto e Maria Dolores foram ao bairro Sumaré e, vendo a fé do povo, resolveram construir uma capela em honra a São José. A capela foi construída em terreno doado pelo Sr. Manuel Figueira. Os trabalhos foram a cargo dos Srs. José Modesto Ferreira Gomes, Francisco Agripino Sousa e Pe. José Inácio Mendes Parente.

A capela de São José foi inaugurada em 1947, com uma missa celebrada pelo então Bispo Diocesano, Dom José Tupinambá da Frota, que veio acompanhado pelos sacerdotes: Padre José Palhano e Padre Valdir. Foi um dos maiores momentos para a comunidade. Como a região do Sumaré tinha maior proximidade com a Paróquia de Nossa Senhora do Patrocínio do que qualquer outra Paróquia, ficou sendo uma capela ligada a ela.

Bairro Sumaré

Área de solo acidentado, entre a BR 222, o riacho Mucambinho e a linha férrea saída de Sobral para Crateús, a região onde hoje é o bairro Sumaré nas décadas de 1920 e 1930 era bastante isolada do centro da cidade. Nesse período a propriedade era do Sr. Chico Petronilho que vendia lotes por “dois tostões” cada palmo. Foi quando o Sr. João Cardoso do Nascimento comprou e foram os primeiros moradores a família Marisô em 1931/1934/1941. Em cima do alto havia a bodega do Sr. Iôiô, onde os tropeiros se reuniam quando chegavam em Sobral no intuito de fazerem compras. Então esses tropeiros compravam terrenos do Sr. Chico Petronilho e construíam suas casas.

No início a região era conhecida por: “Alto do Facão”, pois existia uma família muito briguenta e que gostavam de usar a referida arma branca. Os moradores não gostavam dessa denominação e logo trataram de colocar um nome: “Alto Alameda”, que era uma senhora de nome: Alameda Iaiá Monte. Inicialmente só existia a Rua Alameda. Depois surgiram outros. Com a visita do Ministro Valdir Arco Verde à Sobral, o prefeito resolveu colocar: Rua Arco Verde.

O nome “Sumaré” surgiu no período de 1951/1955, quando o então prefeito Antonio Frota Cavalcante gostava de ir para o “Alto do Facão” para ver as águas do Rio Acaraú. Quando chegava em casa dizia: “o meu sul é uma maré” e quando saia dizia que ira para o Alto do Facão olhar o sul e ver a maré. Dona Martinha Gama era lavadeira do prefeito e o ouvia sempre falar a mesma coisa quando saia e quando chegava. Foi quando o Sr. João Cardoso teve a idéia de pôr o nome de “Sumaré”. Bairro Sumaré pela lei 107/89 de 07/11/1989.

Capelas

São João Batista – Pe. Palhano

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – Dom José I

São José – Bonfim

Nossa Senhora de Fátima – Setor VI

Bom Jesus – Almas

Comunidades

Oratório Nossa Senhora de Fátima – Várzea Redonda

Comunidade Nossa Senhora das Graças – Sumaré

Casa de Oração Nossa Senhora Aparecida – Dom José II

Centro de Evangelização Recanto da Paz – Pe. Palhano

Comunidade de Santa Luzia – Distrito Industrial

Comunidade São Francisco – Córrego da Onça

Comunidade Nossa Senhora Aparecida – Purpurema

Comunidade Menino Jesus de Praga – Formosa

Comunidade Nossa Senhora de Fátima – Pedra Branca

Comunidade Vila dos Anjos – Santa Terezinha

Comunidade Santa Mônica–Malhadinha

Párocos

Pe. João Batista Mesquita (desde a criação em 07/10/2013 a fevereiro/2017)

Pe. Lucas do Nascimento Moreira (03/02/2017 a atual)

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