PSICOFOBIA: na contramão da vida!

É muito comum existir, ainda na atualidade, o estigma e o preconceito contra pessoas que sofrem de algum transtorno mental. Inúmeras são as pessoas que procuram um profissional de saúde mental, seja psiquiatra ou psicólogo, somente após enfrentarem diversas barreiras pessoais que as impedem de procurar ajuda, pois muitos dizem: “não sou nem doido pra ir para um psiquiatra ou psicólogo; só vai quem é louco, eu sou apenas ansioso e estou tendo uns comportamentos estranhos, uma tristeza profunda, um desgosto pelas coisas que me davam prazer, uns pensamentos que até me assustam, mas está tudo bem, não estou nem rasgando dinheiro e nem correndo feito um louco!”.

Esses discursos retratam brevemente o que milhares de pessoas enfrentam, o preconceito. Isso tem, infelizmente, gerado impactos terríveis em suas vidas, pois muitas não conseguem driblar esta barreira, este estigma, e deixam de serem alcançadas, ajudadas. Como o sofrimento psíquico é subjetivo para cada indivíduo, não há como mensurar o impacto real disto nas descompensações emocionais e nos comportamentos suicidas. Cada um vai interiorizando os seus sofrimentos e dilemas da vida, acumulando-os ao longo da jornada existencial, encontrando-se cada vez mais resistência em compartilhar isto com as pessoas próximas, o que resulta em tamanho isolamento interpessoal.

Nunca antes na história da humanidade, o homem tem se tornado um ser tão vazio e isolado, embora, conectado. Mas que conexão é esta que, ao invés de aproximar, segrega, dissocia?

É neste contexto da era moderna e digital com tecnologias de ponta, que muitas vidas clamam por ajuda, que muitas pessoas estão carentes de serem escutadas em sua essência–significando ao ouvinte abster-se dos seus conceitos, da sua visão de mundo para que consiga compreender a dor e a vivência do outro e, assim, ajudá-lo – necessitando serem compreendidas. É diante deste cenário de conexões, que a desconexão é um fato que vem ceifando vidas. Muitas têm clamado por nossa ajuda e atenção, com pensamentos de autodestruição e com angústias que as atormentam: “nem sei se estarei vivo(a) até o anoitecer, mas o que me importa é aplacar esta dor que ninguém consegue entender”. Até conseguirem romper as correntes do preconceito que as aprisionam e procurar ajuda, muitas destas pessoas fazem uso de estratégias para conseguirem conviver com os demais, com os ditos “normais da sociedade”, fazendo esforços incríveis para aparentar que estão de bem com a vida, esforços estes que só fazem aumentar, ainda mais, o desespero, a dor da alma, a angústia e a incompreensão, culminando, frequentemente, com comportamentos autodestrutivos.

Se você se identificou com este conteúdo de alguma forma ou conhece alguém que possa estar passando por algum sofrimento psíquico, incentivo-o a ultrapassar o seu preconceito, a buscar ajuda e a procurar um profissional de saúde mental especializado, a fim de que haja a promoção da vida e a ressignificação dos seus dilemas,permitindo ao sujeito encontrar um novo sentido para a sua existência. A vida clama por ajuda!

#Basta#QueroAjuda  #ContraPsicofobia

EQUILIBRIUM (208)

Dr. José Cleano Dias Arruda – CREMEC: 13.244 (RQE:7027)
E-mail: psiqcleanoarruda@gmail.com | Face: drcleanoarruda | Insta: @drcleanoarruda
Espaço Equilibrium – Av Monsenhor Aloisio Pinto, 300 Edificio Cameron 6º andar – ao lado do North Shopping Sobral. Fones: (88) 3111.3715 | 3614.3069 | 9.9850.1000

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