Remédios devem aumentar até 12,5%, acima da inflação

Valor é estimado pela Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma)

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O consumidor deve preparar o bolso para um aumento nos remédios: os preços podem subir até 12,5%, o primeiro aumento acima da inflação em dez anos.

O valor é estimado pela Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), com base na fórmula estipulada pelo Governo Federal. O reajuste oficial será anunciado dia 31, após definição da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed).

A conta para o aumento de 2016 considera 10,36% de inflação, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre março de 2015 e fevereiro de 2016, e 2,14% referentes à alta do dólar e aos encargos de energia elétrica.

Há outros dois fatores envolvidos na equação, a produtividade da indústria e a concorrência entre classes terapêuticas, mas, neste ano, os dois foram considerados nulos pelo governo.

Com isso, o reajuste será aplicado igualmente a todas as classes. No ano passado, os aumentos autorizados foram de 5% a 7%, dependendo do tipo de remédio.

De acordo com a Interfarma, o percentual calculado pela associação geralmente é o definido pelo governo. “A menos que seja anunciada uma nova fórmula para calcular, o reajuste deve ser de 12,5%”, informou a entidade.

Aumento paulatino

Os consumidores sentirão a mudança nos preços aos poucos, à medida que as farmácias forem comprando os lotes. “Como o reajuste do setor é anual e sempre realizado na mesma data, o varejo farmacêutico costuma renovar seus estoques pouco antes disso. Logo, o consumidor deve perceber as mudanças durante cerca de três meses após o governo autorizar”, explicou a Interfarma.

No caso dos medicamentos, também vale procurar. “Tem que fazer pesquisa de preços, procurando a farmácia que dá descontos, e verificar com o médico se é possível comprar o genérico”, orienta a economista Karla Simionato.

Em nota, o Ministério da Saúde destacou que a indústria farmacêutica não é obrigada a aplicar a correção máxima. Os 12,5% são o limite. “Questões como concorrência ou políticas da própria empresa podem levar os valores para baixo”, informou.

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