Sobralenses expostos ao sol improvisam maneiras para reduzir calor

Carrinho de água de coco de um lado, picolé do outro, roupas em um bazar, lápis no meio praça, flores em um canto, artesanato no outro; bancos disponíveis. Todo um ambiente propício ao conforto se não fosse uma alta temperatura que provoca em quem anda pelas ruas a vontade de apressar o passo em direção a uma sombra. Segundo dados da Funceme (Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos) no mês de novembro, Sobral já alcançou temperatura superior a 37° C. Protetor solar, óculos de sol, guarda-chuvas e hidratação são algumas soluções encontradas pelos moradores para amenizar o calor.
Mesmo acostumados com a alta sensação de calor, sobralenses se incomodam com as máximas temperaturas que esse período do ano registra. De acordo com a missionária do Instituto Céu na Terra, Milena Barbosa: “Com esse calor não temos coragem para sair de casa, sem contar que dentro de casa também é quente”, destaca ela que em casa não desliga o ventilador e toma cerca de três banhos por dia. Milena organiza junto com outros missionários um bazar na Praça de Cuba uma vez por semana. “Entre manhã e tarde a sensação de calor vem empatando, mas a tarde o clima é mais abafado”, reflete ela enquanto comprava um picolé.
Segundo a Funceme, Sobral proporciona maior calor por estar situada longe do litoral e ter circulação de vento alterada por conta do relevo ao redor do município. Nanda Costa, 18 anos, passava pela cidade apenas para resolver negócios, mas não deixou de se prevenir contra um sol que tem fama de “escaldante”, aponta ela. Com óculos de sol e protetor em todo o corpo, Nanda que mora no município de Alcântaras, na Serra da Meruoca, diz se hidratar bastante com água quando está em Sobral. “Para um calor anormal, procurar uma sombra sempre ajuda”, destaca ela que pretendia voltar para casa antes do período do dia que segundo a Funceme o município atinge picos de calor entre 12h e 15h.

Fonte de renda
A pensionista Conceição Freire, 76 anos, enxergou na onda de altas temperaturas uma oportunidade para incrementar a renda. “Pensei ontem em vender gelinho quando lembrei que tinha um isopor e hoje estou aqui”, destaca ela que mora no bairro Parque Silvana II e oferecia pela praça o “verdadeiro remédio para todos aqueles que estavam fugindo do calor”, brinca ela.
O vendedor Jerônimo Marcos de Araújo, 49 anos, há 15 anos leva todos os dias seu carrinho com água mineral e água de coco ao mesmo local na Praça de Cuba: “Fico manhã e tarde disponibilizando um alívio para o calor. Para passar o dia aqui, me preparo com boné, protetor solar e quando o sol chega onde estou corro para me acomodar em qualquer sombra”, afirma ele que escuta muita reclamação sobre a forte sensação térmica. “O comércio fica um pouco mais fraco, as pessoas andam quase correndo, mas a gente sempre tem esperança de melhorar”, conclui ele.

Liduina Costa, 57,
dona de casa
Indispensável
Andando pelas ruas de Sobral, o acessório na mão de Liduina é mais charmoso que qualquer outro: um guarda-chuva lhe acompanha todo dia para amenizar a sensação que o calor lhe provoca. “Sempre ando a pé e meu guarda-chuva me acompanha para qualquer lugar; principalmente nesse período. Mas também não podemos esquecer de beber muita água e passar protetor solar”, indica ela.

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