Tempo de preparar o coração para o Natal do Senhor

Tempo de abrir as portas do coração a Deus, os últimos dias do Advento que antecedem o Natal são um convite à conversão e à alegria. É período propício para um retorno à oração, para buscar a confissão e receber o Menino Deus que vem nascer pobre para nos salvar. O pároco da Catedral de Nossa Senhora da Conceição (Sé), Pe. Lucione Queiroz, explica que é preciso preparar o interior do coração antes que o exterior das festas de Natal.
Na véspera de Natal, 24 de dezembro, haverá novena e missa na Catedral às 18h. No dia de Natal, haverá santa missa às 9h, às 16h. Às 18h haverá a Procissão do Menino Deus seguido de santa missa de Natal às 19h. Pe. Lucione lembra que a missa de Natal é de preceito, ou seja, tem a mesma importância de uma missa de domingo, e a missa da vigília de Natal prepara os corações para vivenciar a celebração de Natal.
Pe. Lucione Queiroz explica que nos últimos dias do Advento aparecem duas figuras bíblicas importantes: João Batista, com o chamado à penitência e à conversão, e a Virgem Maria com seu canto de exaltação ao Senhor no Magnificat. “No Advento, nós encontramos a figura de João Batista que prepara os caminhos do Senhor e Maria, que com seu SIM dado a Deus, prepara-se para acolher em seu ventre Jesus”, ressalta. Em virtude dessas duas figuras bíblicas apresentadas no tempo litúrgico, os cristãos vivem um chamado à conversão e renovação interior que passam também pelo sacramento da confissão, segundo o sacerdote.
As famílias também são chamadas a celebrar primeiro o banquete eucarístico na santa missa e só então celebrar em família. “A ceia do Senhor abre a ceia familiar. Banquete da presença de Jesus entre nós que continua na ceia particular e familiar”, avalia. Também é necessário preparar bem o interior para também transbordar acolhimento, alegria e encontro.
Dentre os evangelhos proclamados no período que antecede o Natal, vemos o encontro de Maria e Isabel que gera alegria plena. A Virgem Maria, à espera de Jesus, vai ao encontro de sua prima Isabel, grávida de João Batista, e ao se encontrarem, Isabel fica repleta do Espírito Santo. “É o encontro que gera alegria. A alegria do encontro uns com os outros e com o Senhor”, explica o sacerdote. Por isso, segundo ele, as famílias são chamadas neste período de Natal a vivenciar a festa e o banquete como um lugar de encontro. “Celebramos a festa da presença de Jesus entre nós”, avalia.

Presente
Trocar presentes entre os familiares também precisa ser uma atitude cheia de sentido, segundo Pe. Lucione Queiroz. “O primeiro presente foi a alegria dos dois anunciados (Jesus e João Batista) que se encontram e se alegram”, ressalta. O sacerdote lembrou que os reis magos também ofereceram presentes a Jesus: ouro, incenso e mirra.
O sacerdote ressalta que hoje o presente tomou uma dimensão principalmente comercial e que os cristãos, para viverem o verdadeiro sentido do Natal, precisam presentear sem esperar nada em troca. “O maior de todos os presentes é a graça de Deus e não é uma troca de valores, é um presente e é de graça”, completa.

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