Um pouco sobre a ansiedade infantil

Uma criança, que convive com um membro da família que tem um transtorno de ansiedade, poderá ter uma chance maior de desenvolvê-lo também. Isso pode estar relacionado à transmissão hereditária, tornando-a mais susceptível a genes que podem afetar a química do cérebro e a regulação dos neurotransmissores. Nem todo mundo, porém, com um membro da família que tem um transtorno de ansiedade desenvolverão, necessariamente, problemas com ansiedade.

Eventos ou experiências que acontecem na vida de uma criança podem definir o cenário para o desenvolvimento dos transtornos de ansiedade na infância ou em fase mais posterior da vida, tais como, situações de perda (como a morte de um ente querido ou separação dos pais) e transições importantes da vida (como se mudar para uma nova cidade), podem funcionar como fatores precipitantes. Ressalta-se que crianças com histórico de abuso, seja físico, moral, sexual etc., tornam-se indivíduos ainda mais vulneráveis a sofrerem de ansiedade.

É interessante observar que uma criança que se desenvolve em uma família onde os integrantes manifestam medo constante ou são ansiosos, também pode, “ensinar” a criança a ver o mundo como um lugar perigoso. Da mesma forma, uma criança que cresce em um ambiente que é realmente perigoso (se houver violência na família da criança ou da comunidade, por exemplo) pode aprender a ser medroso ou tender a esperar sempre o pior, com atitude pessimista e de esquiva.

Sinais e Sintomas

Conviver em ambiente em que a ansiedade é uma constante não implica, necessariamente, que a criança a desenvolverá. Porém, aquela que irá parecer ansiosa e tem um ou mais dos seguintes sinais: excessiva preocupação na maioria dos dias da semana, durante algumas semanas; problemas para dormir à noite ou sonolência durante o dia; inquietação ou fadiga durante as horas de vigília; dificuldade de concentração e irritabilidade, tais problemas podem afetar o funcionamento de uma criança no dia-a-dia, especialmente quando se trata de concentração na escola, dormir e comer.

Infelizmente, as crianças evitam falar sobre como se sentem, muitas vezes por medo de serem criticadas ou mal compreendidas. Desta feita, isto pode levar muitas delas a se sentirem sozinhas ou mal compreendidas.

Portanto, ajude a sua criança a se sentir melhor, a resolver os seus traumas e a facilitar na expressão do que lhe afeta. Procure um profissional da Saúde Mental (Psiquiatra ou Psicólogo) a fim de que possibilite a este ser que sofre uma vida mais digna e mais saudável, que são direitos dela!

Dr. Cleano Arruda (Médico Psiquiatra)

– CREMEC: 13.244 (RQE:7027)

 

Vanderley Moreira
Jornalista –
CTPS: CE01641JP

%d blogueiros gostam disto: