Vaticano passará por reforma dos meios de comunicação

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Em entrevista coletiva, o prefeito da Secretaria Vaticana para Comunicação, monsenhor Dario Edoardo Viganò, falou sobre “A Igreja e os novos desafios da comunicação”. O pronunciamento ocorreu na quarta-feira, 27, por ocasião do 10º Seminário de Comunicadores, que reúne 400 participantes de quarenta países, em Roma. O evento é promovido pela Pontifícia Universidade Santa Cruz.

“A reforma dos meios de comunicação do Vaticano para ser eficaz deverá abranger não somente as estruturas, mas também os processos de comunicação”, disse o prefeito.

No discurso, monsenhor Viganò disse que “o critério apostólico” é fundamental para entender a reforma dos meios de comunicação vaticanos.

“O objetivo é fazer com que o Evangelho e o magistério do papa cheguem ao coração das pessoas, de todos. Este critério apostólico deve ser declinado de forma que não substitua a comunicação das Igrejas locais e ao mesmo tempo apoie as comunidades eclesiais que mais precisam”, pontuou.

O processo da reforma envolve a Rádio e o Centro Televisivo Vaticano. De acordo com o bispo, a reforma não é somente uma “mudança semântica”, maquiagem ou simples integração ou coordenação de estruturas.

“Trata-se de repensar a comunicação vaticana a fim de torná-la eficiente sobretudo num momento em que, com o desenvolvimento da mídia digital, é necessária uma maior convergência e interatividade. Em particular, é preciso repensar os processos de produção de forma transversal a fim de levar a um ‘novo fluxo comunicativo’. Um sistema de comunicação novo que seja atual no âmbito tecnológico, mas que ao mesmo tempo não se esqueça das realidades mais carentes, também no âmbito da comunicação”, explicou.

Trabalho em equipe 

Na visão do prefeito, “devem ser valorizados os recursos humanos através de alguns pontos fortes como a formação, a reorganização, a consolidação do trabalho em equipe, participação e partilha”.

Ao final da exposição, destacou a importância de uma liderança, sobretudo na comunicação, que não seja hierárquica, diretiva, mas que olhe para a rede de seus colaboradores e valorize o funcionário. “Um guia baseado na partilha, que seja capaz de transformar um déficit comunicativo em algo mais. Uma liderança mais interessada em orientar perguntas que a receber respostas”, disse o sacerdote.

CNBB com informações e foto no News.va

 

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