Viva a advocacia

O mês que acabou de se encerrar representa uma data festiva para a advocacia. No dia 11 de agosto foi comemorado o dia do(a) advogado(a). Esta data surgiu em virtude da criação dos dois primeiros cursos de Direito no Brasil, a Faculdade de Direito do Largo São Francisco (SP) e a Faculdade de Direito de Olinda (PE).
Todavia, a celebração deste período não diz respeito apenas a criação dos cursos de Direito, mas, sobretudo, em razão da importância da atividade desenvolvida por cada advogado(a) em prol da sociedade. É possível que o leitor esteja se perguntando: mas o(a) advogado(a) não trabalha em prol da sociedade, trabalha, na verdade, em razão de seus próprios interesses? Não.
Primeiramente, destaca-se que o(a) advogado(a) retira do “suor do seu trabalho, o próprio sustento”, assim como acontece com qualquer outra profissão. Todavia, além disso, o(a) advogado(a) ao buscar a efetivação do direito de seu cliente, está beneficiando toda a sociedade. Isso ocorre porque a defesa do direito do cliente representa a verdadeira busca pela Justiça, significa que a sociedade poderá resolver seus conflitos de forma pacífica e ordenada, conforme a lei. O(a) advogado(a) torna-se um instrumento a serviço da sociedade, proporcionando Justiça aos que tiveram seus direitos vilipendiados.
Outro aspecto fundamental no exercício da advocacia é a sua intrínseca necessidade para o bom e correto funcionamento do Sistema de Justiça. Assim, o texto constitucional considerou que a advocacia é indispensável à administração da Justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão (art. 133, CF/88), ou seja, a advocacia não é apenas uma profissão, mas uma atividade sem a qual o Estado Democrático de Direito não poderia existir.
Portanto, o(a) advogado(a) é parte fundamental na construção de uma sociedade justa e pacífica, bem como é essencial para a existência da Democracia. Parabéns a todos os advogados e advogadas!

Raphael Viana
Advogado – OAB/CE 22.926
Secretário Geral da OAB Sobral
Professor do Curso de Direito da FLF – Mestre em Direito pela UFSC
Membro da Academia Sobralense de Letras Jurídicas – ASLEJUR

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