“A fé que não se traduz em obras é vã”

(Tiago, 2, 20) – Pe. Assis – 31.03.18.

De hoje para amanhã, celebramos o maior acontecimento da humanidade: a Ressurreição de Jesus. Queiram ou não os reincarnacionistas, os ateus ou os adeptos de pensamentos filosóficos, contrários ao cristianismo, o fato é que Jesus, o Filho de Deus, nasceu, viveu entre nós por 33 anos, foi assassinado, enterrado e, ao terceiro dia, ressuscitou.

Depois da meia noite de hoje, nas primeiras horas deste domingo, a Igreja celebra, festivamente, a Ressurreição de Jesus. É tão importante tal celebração, que nós passaremos ainda, uma semana inteira – a semana da oitava da Páscoa – que vai até o Domingo, 08/04, (outrora chamado domingo da pascoela) como se fosse “um dia só”, “um domingão” em que recordaremos as aparições de Jesus, quase sempre “no primeiro dia da semana”, como nossos leitores poderão conferir: lendo na Liturgia Diária ou ouvindo nas Santas Missas no “Evangelho do Dia”. E não fica só nesta semana da oitava; ainda vamos continuar, com o tempo pascal, no calendário da Igreja, até celebrarmos o Dia de Pentecostes – lá para o dia 20 de Maio – depois do qual, vamos retomar o Tempo Comum, em sua 7ª semana.

O mundo está precisando voltar-se mais para Deus. Há um afastamento do sobrenatural e cada dia as pessoas desconfiam de que seja necessário retornar. Quando falamos do “preceito pascal” – “confessar-se, ao menos, uma vez por ano” e “comungar pela páscoa da ressurreição” – parece estarmos falando de algo do passado, sem valor nenhum agora, porque o mundo está afastado do sentido de pecado e de reconciliação. Não são muitos os que buscam o sacramento da Confissão e, infelizmente, não são muitos os Padres que dão tempo, em seu ministério, para exercerem a função de confessor.

Muitos reclamam a falta das “Confissões Comunitárias” e até já se estavam acostumando com elas, sobretudo após o Concílio Vaticano II. Os Papas pós-conciliares começaram a pôr os pontos nos “is” e a exigirem como forma de reconciliação com Deus, a confissão e absolvição individuais, embora tenham deixado uma brecha na norma, para serem levados em consideração, “os iminentes – perigos de morte” ou, o que é mais comum, “a falta de sacerdotes, suficientes para atenderem a grande massa de população”.

Em todos os recantos do mundo, o tempo para realizar o “preceito pascal” de que falamos acima, é durante “esta semana da oitava da páscoa”. Aqui no Brasil, essa prática se prolonga até a Festa de Pentecostes, exatamente por que nós temos poucos padres, nossas extensões territoriais são muito grandes e o nosso povo deixa tudo pra depois ou para a última hora. Daí, o nosso “tempo pascal” também ser maior.

Vamos aproveitá-lo bem. Vamos organizar as páscoas coletivas de Colégios, Universidades e de outros grupos para melhor satisfazer aos fiéis nesse momento vivido pela Igreja. A nossa Pastoral da Comunicação – agora com uma nova coordenação – unida às Pastorais da Educação e da Cultura vai-se interessar para que o Tempo da Páscoa seja mais bem vivido por todos. A Rádio Educadora e o hoje Centenário Correio da Semana– instituídos para isto – vão continuar à disposição para veicular notícias, convites e oportunizar aos seus usuários, momentos de graça, reconciliação e de verdadeira ressurreição, como o fez Jesus: morrendo e ressuscitando para servir de exemplo para todos nós. Que a alegria da Páscoa chegue a todos nós e que permaneçamos com ela; não pelo “ovo” ou pelo “chocolate”, mas pela fé e pela alegria de poder ressuscitar com Jesus, como vitória sobre a morte.

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