AMA: Ainda há Bem!

O bem e o mal existem desde os primórdios da humanidade e continuarão existindo, sendo essa coexistência motivo de infindáveis discussões filosóficas até o final dos tempos. Agora, é incontestável que a rápida proliferação do mal assume, a cada dia, proporções gigantescas e assustadoras. Apesar disso, maior parte das pessoas não se apercebe dos prejuízos já causados, e que ainda virão, e também não busca expandir o questionamento sobre essa terrível ameaça à humanidade. As causas da expansão do mal são várias, mas uma é facilmente detectável. E combatível.

Por exemplo, são inegáveis os benefícios que a moderna tecnologia tem trazido à sociedade e que dela não se pode prescindir, sob pena de ficar para trás. Deve-se, sim, usá-la largamente como instrumento do bem e, por outro lado, policiar e punir quem faz o contrário. Pena que, de maneira paradoxal, essa tecnologia – especificamente os meios de comunicações – hoje figura como um dos principais aliados na propagação do mal, na divulgação daquilo que vem de encontro ao que faz o ser humano crescer moral e espiritualmente. E a situação se agrava com o aumento de seguidores e imitadores dos que disseminam o mal. Para comprovar basta tentar contar a quantidade de programas televisivos, radiofônicos e outras produções que focalizam a violência, o sangue em letras garrafais e em vozes estridentes e imagens estarrecedoras.

Em alguns casos, sente-se aflorar em alguns profissionais da comunicação uma satisfação mórbida de levar ao maior número de pessoas o que de pior acontece. Parecem exultar com o impacto causado pela notícia ruim e ficam disfarçadamente sem euforia e ânimo quando isso não tem para noticiar. Mal sabem que, embora sem tomar ciência disso, os mais contaminados pelo mal estão sendo os próprios divulgadores a desgraça. Quem sabe, um dia tomarão consciência disso e mudarão. Um dia saberão que espalhar o bem também causa impacto, mas um impacto que a todos faz um indescritível bem.

Já que também atuo em meios de comunicação, posso assegurar que não há arma mais potente e poderosa nessa luta contra a praga da disseminação do mal que ter como escudo o bem. Não apenas acreditar que ele ainda existe e que pode e deve ser feito em maior escala, mas também fazê-lo, como primeiro exemplo, para estimular o próximo a segui-lo.

Nesta Coluna, em 2012, escrevi “Mãos à obra”, onde perguntava: “Será que veremos algum dia, nos bairros e comunidades, nossos futuros doutores pondo em prática aquilo que estão aprendendo na Universidade? Ou mesmo distribuindo isso gratuitamente através do rádio? Seria assim: Cada acadêmico, principalmente os das áreas médica, jurídica e do magistério, dando um pouco de si aos milhares que carecem de uma ajuda que jamais esvazia o bolso de quem doa: o repasse de conhecimento. Quando isso for feito, em pouco tempo haverá menos doenças e mais pessoas saudáveis por conta da precaução, bem como cidadãos mais responsáveis por tomarem consciência dos seus direitos e deveres e mais úteis à sociedade. Pensem nisso!”

Por várias vezes aqui insisti nesse desejo, que mais representava um pedido a todos que podem e têm o dever de ajudar. Até que aos poucos comecei a ver algumas ações e hoje retorno ao tema para divulgar uma dessas boas notícias. Graças a Deus, enalteço e levo ao conhecimento dos leitores as ações do Grupo AMA.

Fundado em 15 de outubro de 2017, o grupo é composto por nove estudantes de Medicina em Sobral, cujo vínculo maior é o desejo de ajudar o próximo.  Segundo a acadêmica Lízia Andrade, a escolha do nome se baseou em valores hoje quase esquecidos em nosso meio: Amor, Mudança e Altruísmo. Sua missão principal é ajudar pessoas em situações difíceis, mediante a realização de ações de cunho social. “As ações do AMA visam contribuir de algum modo para formação de uma sociedade mais humana, na qual possamos enxergar o nosso semelhante com amor e empatia”, disse Lízia. Integram o AMA: Sara Olveira, Lízia Andrade, Leila Lima, Alef Amorim, Hilda Loiola, Herta Pinheiro, Nanciara Azevedo, Charleny Alencar, Carla Leitão e Ingrid Cruz. Para enviar doações (alimentos não perecíveis), contate com Sara Oliveira: (04185) 99934-6601.

E aqui continuarei aguardando divulgar também sua boa ação ou do seu grupo, pois acredito piamente que “Ainda há Bem” e que, confiantes nele e o divulgando, venceremos o mal. Entre nessa!

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