Caçador X Cassador

Nunca o brasileiro ouviu tão repetida e enfaticamente as formas verbais LUTAR, LUTADO e LUTANDO quanto nesse enfadonho, como sempre, horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão, que, no primeiro turno, irá até 4 de outubro. Enfim, faz parte da regra dessa LUTA renhida entre candidatos (caçadores) em busca da preciosa caça (eleitor).
Interessante que, quase sempre, o eleitor não têm consciência de que possui a única arma (voto) que pode transformá-lo de caça em caçador. E vou mais adiante: também em “cassador”, com permissão da Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB). Pois somente o eleitor pode caçar e cassar de vez o mau candidato. Pena que quem vota não tem lançado mão desse poder.
Dentre as inúmeras atitudes para conseguir isso, algumas há que o eleitor tem de eleger como imprescindíveis. São elas: Conhecer o candidato através de pesquisa aprofundada de sua vida pregressa e da sua história política; descobrir se a linha de pensamento do candidato se coaduna com a sua; descobrir se se trata de alguém com ideias direcionadas para o bem coletivo ou se apenas está buscando a política para concretizar planos pessoais; conhecer o partido ao qual pertence o candidato e com quem se coliga; saber pormenorizadamente as propostas do candidato; pesquisar e entender o que faz (atribuições) de cada cargo; acompanhar os gastos de campanha, principalmente se são exorbitantes; exigir do candidato uma demonstração de que ele conhece a realidade da cidade, do estado e do País; averiguar se ele tem de projetos sérios, viáveis e realizáveis ou só se seus planos são apenas utopia de campanha…
O pessimista certamente dirá: Mas é muito difícil fazer isso! E eu contra-argumento: mas não é impossível. Tentando-se, pelo menos parte delas se realiza. Deixar tudo ao bel-prazer do candidato é que não se pode admitir.
Mais do que nunca, RELUTAR é preciso, a fim de que todos não saiam ENLUTADOS no final dessa LUTA. Reforçando: O eleitor é o único capaz de caçar e cassar o mau caçador – o mau candidato.
Segundo dados anunciados em 1º de agosto de 2018 pelo ministro Luiz Fux, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no próximo dia 7 de outubro poderão votar 147.302.357 (cento e quarenta e sete milhões, trezentos e dois mil, trezentos e cinquenta e sete) brasileiros. E a nobre incumbência deste ano será eleger deputados federais, deputados estaduais ou distritais, dois senadores por estado, o governador de cada uma das 27 Unidades da Federação e o presidente da República do Brasil. Esses 147,3 milhões de votantes estão distribuídos pelos 5.570 municípios do país e em 171 localidades de 110 países no exterior. Desse total, 1.409.774 eleitores não poderão votar e nem se puderam candidatar por estarem com os direitos políticos suspensos.
Consequentemente, cada homem ou mulher desse grande contingente terá a oportunidade de se transformar de caça em caçador e, se necessário, em cassador implacável. Caso você não queira perder essa chance, treine a pontaria: Aprenda, então, o quanto antes a votar bem. É difícil, sim; impossível, jamais.
Nessa pelega lamento profundamente ouvir alguns colegas dos meios de comunicação reclamarem de não poder ou de não ter muito que falar nesse período eleitoral. Para mim, isso é uma clara confissão de desconhecimento do que pode ser chamado de Educação Política para a Cidadania. Se não, é prova incontestável de falta de criatividade para fazer o que é legal e bom para o povo.
Diante disso, dizer o quê? De forma sucinta, uma dica é abastecer o eleitor (ouvinte) de informações úteis, como as retromencionadas, por exemplo, sobre a importância dos cargos disputados, sobre as responsabilidades dos ocupantes de cada um deles, repassar como deveria ser o perfil do candidato ideal (sem citar nomes, é claro), informar os direitos e as obrigações do eleitor e por aí vão…
Essas são apenas algumas das inúmeras atitudes a serem praticadas por quem quer fazer Política (P maiúsculo) através da comunicação. Detalhe: a condição “sine qua non” para atingir-se o bom êxito é que haja responsabilidade, ética, imparcialidade, conhecimento do que vai falar/escrever e completa isenção por parte de quem deseja atuar como “educador político”.
Do contrário, o mais aconselhável é continuar mesmo só reclamando de não ter o que dizer aos eleitores. Pois só em não veicular informações incorretas, truncadas ou inverídicas ou fatos deturpados já estará prestando grande contribuição. O bom candidato e, principalmente, o eleitor agradecem.
LEIA, CRITIQUE, SUGIRA E DIVULGUE
www.artemisiodacosta.blogspot.com

%d blogueiros gostam disto: