Poucas e Boas

Quando se fala em respeito a talentos culturais, continua sendo constatado facilmente que muitos estados e municípios continuam tratando o artista da terra sem a devida valorização e, muitas vezes, até de forma discriminadora. Duvida? Procure, então, descobrir qual dos dois é mais contratado; quanto se paga aos de fora e o apoio logístico, além de suas exigências, inclusive esdrúxulas. Depois, é só comparar com o que é oferecido ao artista da terra, que recebe apenas o essencial, o mínimo do mínimo de apoio para mostrar sua arte. E o mais massacrante: ainda lhe é despejado na cara que o que é pago por seu trabalho é “para lhe ajudar”.
É óbvio que a diversificação faz bem e outras culturas devem ser sempre bem-vindas. Exige, sem dúvida, muito cuidado para que isso não venha sufocar a nossa, mas possibilitar incorporar ou adaptar a ela (nossa) o que de bom vem da outra. Para mim, não havendo esbanjamento de dinheiro público, e que isso não atrapalhe ou tome lugar de ações prioritárias em prol do povo, sou, sim, a favor da contratação de talentos nacionais e até internacionais para eventos. Mas com um detalhe: desde que haja igualdade no tratamento e no respeito aos talentos da terra, respeitadas as suas devidas proporções.
Nortear-se à risca por esses princípios é característica de todo administrador que tem como meta trabalhar com os seus, para os seus e pelos seus concidadãos. Não só característica dele, mas de uma secretaria de Educação e Cultura e dos componentes do Legislativo que vislumbram na Cultura uma grande aliada. O retorno é garantido, com grandes nomes a enaltecer a terra natal e os benfeitores dela. Quem experimenta, comprova isso.
Na oportunidade, vai daqui um recado aos milhares de talentos jovens, artistas em formação, que não têm encontrado o apoio e a valorização necessários em seu torrão natal. O caminho é apelar para o esforço próprio e para a humildade, a fim de buscar em outros locais, e com outras pessoas, o que lhes é negado. Agora, jamais culpar a terra natal e os seus habitantes. Pois a culpa é apenas de alguns deles, que, em breve, passarão. A terrinha, não! Ela permanecerá para sempre como fonte de inspiração, merecendo ser exaltada em toda ocasião e todo lugar. E todos que assim procedem se dão muito bem.


DE MASSAPÊ PARA O MUNDO: Sanfoneiro mirim Vanderson Cunha esbanja talento e versatilidade

Com sua surra sanfoninha, o menino dá inveja a gente grande ao executar clássicos do Rei do Baião ou de Dominguinhos; empolga com os choros de Waldir Azevedo ou de Severino Araújo (Orquestra Tabajara) e emociona com clássicos do russo Nicolai Rimsky-Korsakov. É mole?!
Trata-se de Vanderson Cunha de Araújo, 12 anos, nascido em Massapê (CE), em 28 de março de 2006. É o primogênito do casal Marlene Reinaldo Cunha e Valdeci Lourenço de Araújo, que tem ainda os filhos Marlisson, 9, e Maerly, 2 anos. Aluno do 8º Ano, no Centro Educacional Cenecista Massapeense, Vanderson Cunha é destacado como aluno dedicado e exemplar, conforme atesta o Professor e Radialista Jorge Costa.
Segundo Valdeci Lourenço, o filho Vanderson deu sinais da vocação para a música quando tinha 6 anos, ao admirar o pai percussionista e cantor e alguns primos que tocavam instrumentos. Imediatamente a isso o garoto ganhou da avó, Maria Cunha Reinaldo, uma sanfoninha de Oito Baixos, que passou a ser seu brinquedinho predileto. Com seu progresso, os pais o matricularam na Escola de Música de Sobral, onde já concluiu o Curso de Acordeon e atualmente estuda Prática de Conjunto. Seu irmão, Marlisson, 9 anos, que o acompanha tocando pandeiro, está estudando Bateria na mesma Escola.
Com muitos esforços os pais do menino prodígio da sanfona conseguiram adquirir um instrumento maior – de 120 baixos. Nela, Vanderson Cunha se aperfeiçoa nas músicas de seus ídolos Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Mestrinho do Acordeon e de outros artistas de estilos diversos.
Com seu grupo intitulado “VANDERSON DO ACORDEON”, o garoto vem levando longe o nome de sua terra, encantando e emocionando por onde passa, com sua agilidade e sensibilidade musical. Em Massapê tem-se apresentado em várias emissoras de rádio, além das festinhas familiares e eventos do município. Fora dela, já tocou em Sobral, Santa Quitéria, Uruoca e outros municípios cearenses. Em Fortaleza, o sanfoneiro mirim já participou por duas vezes (2015 e 2016) do Programa Sanfonas do Brasil, da TVC, comandado por Rodolfo Forte. Na ocasião, recebeu largos elogios do apresentador e de outros músicos por sua precocidade e talento no instrumento.
Sem descuidar da vida escolar, da feliz convivência com a família e com os amigos, o novo artista massapeense – VANDERSON DO ACORDEON -segue firme em sua caminhada, visando algum dia fazer parte de uma grande banda. Esforço, boa vontade e talento o garoto tem de sobra. Resta saber se os que cuidam da Cultura de Massapê também detectam isso. E se, principalmente, farão sua parte. Acompanhemos!
CONTATOS DOS PAIS DE VANDERSON CUNHA:
marlenercunha2@hotmail.com // Fones: (88) 9420-7006 // (88) 9244-2713
Domingo na Educadora (www.radioeducadora950.com.br)
Neste domingo (27), no Programa Artemísio da Costa na Educadora AM 950. Notícias, reportagens, curiosidades, música de boa qualidade. Destaque: VANDERSON CUNHA, sanfoneiro mirim (12 anos), de MASSAPÊ (CE). Participe 3611-1550 // 3611-2496 // WhatsApp (88) 99618-9555 // Facebook: Artemísio da Costa.
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