Poucas e Boas

Amigos e amigos

Certa vez, um amigo perguntou: “Que queres de presente no 20 de julho?” Imediatamente o outro respondeu: “Que nesse dia não apareças lá em casa, não me procures noutro lugar e nem me telefones”. Imagine, caríssimo leitor, se não fossem amigos!

Mas falando sério, em todo 20 de julho celebra-se o Dia do Amigo. A data foi criada pelo dentista argentino Enrique Ernesto Febraro e está relacionada à chegada do homem à lua, em 1969.  Entusiasmado com a corrida espacial na década de 1960, por um ano Febraro divulgou o lema: “Meu amigo é meu mestre, meu discípulo e meu companheiro”.

A comemoração foi oficializada primeiramente na Argentina, em 1979; depois foi adotada em outros países. Para Febraro, pisar na lua foi “um feito que demonstra que se o homem se unir com seus semelhantes, não há objetivos impossíveis”.

Pois bem! Já que ontem transcorreu mais um Dia do Amigo, a pedido de leitores resgato uma historinha real ocorrida em Sobral e aqui já contada. Trata-se de um daqueles episódios do cotidiano que seriam de grande proveito moral, caso fossem calmamente analisados e postas em prática suas lições. Só que, infelizmente, a maioria deles passa despercebida. Ei-lo, portanto, de novo.

Depois de 40 anos em São Paulo (SP), onde conquistou situação financeira muito confortável, um sobralense de origem humilde, cujos modos simples conserva até no trajar, resolveu visitar sua terra. No Beco do Cotovelo reencontra um amigo de longas datas que, mesmo permanecendo aqui, também progrediu, e hoje está muito bem de vida.

Apesar das injeções de relembrança do visitante, o que mora aqui demonstrou quase não se lembrar do conterrâneo. Também deixou transparecer certo temor de ser importunado por mais um pedido de ajuda. Mesmo assim, aceitou o bate-papo, alertando repetidamente que estava com pouco tempo.

Naquela ocasião, um não sabia do sucesso do outro e havia uma grande diferença de personalidade entre ambos. Ao contrário do visitante, o daqui é notadamente orgulhoso e arrogante. Sua indumentária e seus adornos caríssimos já denunciavam isso.

Conversa vai e conversa (quase não) vem… Parecia mais um enjoado monólogo recitado pelo que vive em Sobral. Ele se vangloriava do seu talento comercial e do progresso da sua empresa, além de pormenorizar a relaçao de seus bens. Sutilmente tentou insultar o amigo dizendo ter conseguido riqueza sem precisar sair de seu torrão. Confessou que se orgulhava em dever favores a apenas duas empresas, cujos nomes dos proprietários lhe eram desconhecidos. E, convencido de que deixara o outro com muita inveja, encerrou sua longa oratória perguntando: “E você, o que conseguiu na vida? Tens alguma coisa (bens) por aí afora?”

Antes de responder, o silencioso sobralense morador de São Paulo fez questão de parabenizar o colega pelas conquistas. Pediu-lhe que, se possível, falasse um pouco mais das empresas que o ajudaram.

Foi aí que veio à tona todo o egoísmo e a sovinagem do que enriquecera por aqui. Ele também temia entregar sua receita de sucesso àquele amigo quase esquecido. E aí, certo de que a grandiosidade de São Paulo não deixaria rastro, soltou apenas os nomes de fantasia das duas empresas paulistas.

Para sua surpresa, na maior simplicidade o visitante falou: “Amigo, agora aumentou a alegria desse reencontro. Deus me deu oportunidade de ajudar, mesmo sem saber, alguém como você – um amigo que jamais esqueço. Digo-lhe mais: A partir de hoje, além dessas duas, coloco minhas outras empresas à sua disposição. Vamos a mais um café?”.

E jamais o mesmo cafezinho famoso do Expedito Vasconcelos esteve, ao mesmo tempo, tão amargo e tão doce para duas pessoas tão diferentes  como naquele dia

PRA NÃO ESQUECER:  Quem realmente é, quem realmente sabe, quem realmente faz e quem realmente tem não precisa fazer divulgação. Está implícito na sua personalidade. Naturalmente os outros reconhecem. E se encarregam de passar adiante.

Menina-moça

No sábado (7), em sua residência, a jovem Maria Aparecida Cavalcante recebeu felicitações dos pais Auxiliadora/Francisco Cavalcante, das irmãs, dos demais familiares e amigos pelo transcurso dos seus 15 anos, completados no último dia 4. Além de filha exemplar, dedicada aos estudos e à família, a menina-moça Cidinha é destaque na 9ª Série da Escola Osmar de Sá Ponte, em Sobral, já sonhando tornar-se Psicóloga em breve. Parabéns, Dra. Cidinha!

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