Poucas e Boas

Aborto, sim! E por que não?

Daqui a uma semana haverá o tão esperado encontro com as urnas, algo que vai ao encontro dos anseios de homens e mulheres que brevemente ocuparão importantes e “agradáveis” cargos na política brasileira. Por outro lado, além do direito de escolher governantes, votar também é um dever sociopolítico que, para muitos, vai de encontro ao desejo do povo, que é poder legalmente decidir entre votar e não votar. Enquanto isso não chega, que prevaleça o voto consciente!
Quanto a atingir-se isso, observa-se que se acendeu uma chama de esperança com o advento da internet, com suas redes sociais. Esperava-se que a sociedade fosse experimentar um grande avanço na questão da conscientização do voto, isso devido ao imediatismo e o poder de alcance dessa ferramenta. Lamentavelmente, o que se tem comprovado na atual campanha eleitoral é uma decepção quase generalizada. Não por causa da tecnologia em si, que é um dos melhores inventos desses tempos, mas pelos elementos que fazem mau uso dela.
Partindo de alguns descerebrados ou “cérebros do mal” diariamente se tem espalhado as mais absurdas mentiras, insultos, notícias distorcidas, estimulo à discórdia, ao ódio e até à violência sob a forma de Fake News (notícias falsas). Tudo isso pura e simplesmente envolvido de má intenção ou de interesse escuso, sem nenhuma intenção de conscientizar pessoas. Apenas para tentar mudar o voto de quem pensa diferente, de quem vota em outro candidato, cuja imagem é maldosamente maculada. Assim, aumenta a torre de Babel em que se transformaram as redes sociais e a confusão na cabeça dos eleitores menos esclarecidos e desavisados.

Mas as redes sociais não podem ser alvo de demonização, não devem ser alijadas como instrumento de formação e de pesquisa. Enfim, nela há muito mais coisas boas, que nos fazem crescer do que as maléficas “fake news”. Também se utilizam das redes sociais pessoas responsáveis, sensatas e compromissadas em fazer o bem, em orientar as pessoas a escolher melhor os governantes. Saber discernir umas das outras é a opção que permite que essa tecnologia cumpra sua real função. Se isso fosse feito, possivelmente seria diferente a recente história política do Brasil.

A propósito, já que 7 de outubro está bem aí, repito algumas atitudes de eleitor aqui sugeridas na semana passada e que considero poderosíssimas. São elas: Conhecer o candidato através de pesquisa aprofundada de sua vida pregressa e da sua história política; descobrir se a linha de pensamento do candidato se coaduna com a sua; descobrir se se trata de alguém com ideias direcionadas para o bem coletivo ou se apenas está buscando a política para concretizar planos pessoais; conhecer o partido ao qual pertence e com quem se coliga; saber pormenorizadamente as propostas do candidato; pesquisar e entender o que faz (atribuições) de cada cargo; acompanhar os gastos de campanha, principalmente se são exorbitantes; exigir do candidato uma demonstração de que ele conhece a realidade da cidade, do estado ou País, o que tem de projetos para ela e se esses são realizáveis ou só utopia de campanha… E alguém poderá até dizer: Mas é muito difícil fazer isso! E eu respondo: mas não é impossível. Tentando, pelo menos parte delas se realiza. O que não se pode é deixar tudo ao bel-prazer do candidato.
Voltando aos perigos do mundo virtual, considero que o primeiro passo é manter o desconfiômetro ligado quanto ao que circula nas redes sociais. Não se deixar levar por chamadas sensacionalistas, por algo que soe como extraordinário ou bombástico. Buscar a autenticidade e a responsabilidade da fonte de onde surgiu a notícia. No caso de membros da imprensa, além do zelo pela ética e pela imparcialidade, é imprescindível não ceder ao ímpeto de noticiar em primeira mão, de “dar um furo” de reportagem.
O mais importante: só apoiar, só comentar e, principalmente, só COMPARTILHAR notícias que não deixem nenhum rastro de que sejam duvidosas ou falsas – Fake News – e que venham contribuir para o voto consciente. Sem esquecer de avaliar antes os danos causados a alguém pela divulgação de notícias falsas. E também atentar bem para os prejuízos e penas que poderão recair sobre o divulgador, já que isso é crime.
Portanto, que nesses sete dias sejam redobrados os cuidados dos que buscam na internet uma ajudinha para votar bem. E não só isso: que sejam repassados, como sem falta, os alertas de armadilhas aos que não navegam na rede, mas estão boiando nesse mar de informações confusas e desinformações.
Em tempo: se o caro leitor é daqueles que só leem os títulos, neste caso, o do meu artigo, certamente esteve horrorizado até agora. Mas eu explico: sou, sim, a favor do aborto imediato de “fake news”. Sou também, e mais ainda, a favor da vida dos meus semelhantes. E disso não abro mão.

LEIA, CRITIQUE, SUGIRA E DIVULGUE
www.artemisiodacosta.blogspot.com

%d blogueiros gostam disto: