SIMPLESMENTE NATAL

Poucas e Boas - 24.12.2016

Muita gente pode até querer camuflar ou mesmo negar que não foi afetada pelos acontecimentos que tornaram 2016 um ano atípico. Mas, na realidade, observa-se com facilidade a situação de apertura econômico-financeira e o desgaste moral a que foram submetidos os brasileiros. Foram mudanças e descobertas profundas, numa série de episódios desagradáveis de repercussão nacional e internacional. Figuraram como principais o impeachment da presidenta da República, Dilma Rousseff, e a violenta explosão da corrupção, aqui representada pela operação Lava Jato e seus desdobramentos. Por conta disso, os reflexos negativos são notados em todas as áreas (Saúde, Trabalho, Educação, Segurança, etc.) em decorrências de cortes, redução de gastos e freada brusca nos investimentos.

Apesar de o brasileiro ser forte, lutador e criativo, a intensidade do baque tem variado de intensidade de pessoa para pessoa. Muitos ainda não conseguiram assimilar que se devem reposicionar, tomar atitudes diante da nova realidade para enfrentá-la; outros, escudados na força, na luta e na criatividade já estão começando dar a volta por cima. E é exatamente essa criatividade aliada à simplicidade que tem animado aqueles que a buscam, impulsionando-os para o bem-estar, para a felicidade e para a vitória.

 

Mas Natal tem algo a ver com isso? Tem, sim. Comprovei isso analisando a situação de duas famílias afetadas pela mesma crise a que me referi acima, estando ambas às voltas com os preparativos para o Natal. Vale ressaltar que para ter uma festa de Natal digna de Jesus essa preparação só poderá ser iniciada impreterivelmente depois de feita a preparação espiritual através da limpeza, da purificação e da reorganização do coração de cada um, lugar onde Deus sempre quer fazer sua morada.

 

Numa família, a maioria dos integrantes limitava-se apenas a lamentar e a nada fazer de concreto, a não esboçar nenhuma ação para inverter o quadro. Na outra família, era visível a presença da criatividade e da simplicidade nas ações com as quais preparavam uma recepção digna de Deus Menino.

 

E, forçado pela crise, esse último casal decidiu algo diferente para esse ano: a ostentação anteriormente demonstrada no luxo das ornamentações caras, as despesas com mesa farta e as dezenas de convidados cederiam lugar à simplicidade. Com criatividade o casal resolveu fazer uma simples lapinha (um presépio): Maria, José, Menino Jesus e animais juntos num rústico estábulo em miniatura. Além disso, decidiu que fará uma refeição comedida e contando com a presença de pessoas sem condições financeiras e sem ter com quem passar a Noite de Natal. Que belo exemplo!

 

Enfim, optaram este ano por um Natal com simplicidade, já que foi exatamente nesse clima, sem luxo, sem estardalhaços, sem esbanjamentos e com muita paz que nasceu Nosso Senhor Jesus Cristo. É claro que, como bem conheço essa família, posso assegurar que os preparativos espirituais são por eles praticados não só nessa época, mas mesmo antes de casados, quando cada um ainda estava na casa dos pais.

 

Que assim também seja sua recepção para o Filho de Deus! E que sua festa seja simplesmente Natal, com Jesus Cristo renascendo e fixando sua morada no coração de cada um de nós. Feliz Natal!

 

Ainda dá tempo

Experimente estimular seu filho a repartir um pouco do muito que tem de sobra com uma criança pobre. Além de aprender que não vale a pena apegar-se demasiadamente aos bens materiais, ele compreenderá que Natal é muito mais que um simples brinquedo que acabará sendo jogado de lado.

 

Em tempo

Mesmo que a doação seja de um brinquedo usado, essa atitude faz com que a criança recebedora sinta que tem a chance de poder continuar acreditando que ainda é digna da atenção e do carinho das pessoas. Faça diferente neste Natal: Dê a seu filho uma lição de vida; à criança pobre, uma esperança.

 

É de temer

O pacote de “bondades” lançado nessa semana pelo presidente Temer é de deixar qualquer um receoso e até temeroso. Por exemplo, no que concerne ao saque do FGTS e ao rebaixamento dos juros do cartão de crédito. Em ambos os casos, o mau uso do dinheiro sacado pode virar um mal: um presente de grego. Ou, já que é Natal, pode-se transformar numa perigosa bola de neve. Vá devagar!

 

Pela tangente

Há dias liguei mais uma vez para a Prefeitura local solicitando limpeza num terreno baldio na Rua Dr. Paulo A. Sanford. Logicamente sem entender nada do nascimento e proliferação do Aedes Aegypti a atendente estipulou 15 dias para realizar o serviço. Só que recairá exatamente no primeiro dia da administração do próximo prefeito. Coincidência? Para mim, não!

 

Sem culpa

A educação fina da atendente abrandou-me a revolta com o descaso. Sem razão, muitos apelam e tentam despejar sua raiva contra a servidora, que nenhuma culpa tem e que geralmente trata bem a todos. Não tratando, aí é outra história. É hora de exigir, educadamente, respeito; destratar os outros jamais.

 

Mala direta

Após entregar um belo cartão de Natal a um eleitor, um dos recém-eleitos vereadores ainda reforçou: “São meus sinceros votos”. Mas, para seu espanto, o político teve de ouvir o seguinte do eleitor, que, na ocasião, estava com a esposa: “Agradeço. Mas dispenso esse novo e grande amor que me desejas, pois sou bem casado”. Tratava-se de cartão para solteiros.

 

No mínimo

Se for enviar cartão de Natal ou de outras congratulações para alguém, pelo menos leia antes a mensagem. Se possível, assine também. É o mínimo de “pessoalidade” que se pode demonstrar.

 

Domingo na Educadora (www.radioeducadora950.com.br)

Excepcionalmente amanhã não irá ao ar o Programa Artemísio da Costa na Educadora AM 950. Feliz Natal!

 

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