Gentileza gera gentileza.

Jesus, Filho de Deus, conclamou-nos a amar o próximo como amamos a nós mesmos. Desta assertiva muitas outras surgiram e será que somos gentis? Tratamos aos outros como gostaríamos de ser tratados?  Gentileza é qualidade, caráter, ação nobre, distinta ou amável, diz o dicionarista. A frase em destaque é do Profeta Gentileza, que afirmava, “Gentileza porque é Beleza, Perfeição, Bondade, Riqueza, a Natureza, nosso Pai Criador”, referindo-se a Deus.

Profeta Gentileza. “Feito louco/ Pelas ruas/ Com sua fé/ Gentileza/ O profeta/ E as palavras/ Calmamente/ Semeando/ O amor/ À vida/ Aos humanos”, assim o cantor Gonzaguinha se referia a José Datrino, nascido há 99 anos, no interior de São Paulo, em 11/04/1917, falecido em 1996. Consta que tudo começou quando no dia 17/12/1961, em Niterói, RJ, aconteceu um grande incêndio no circo “Gran Circus Norte-Americano” com mais de 500 pessoas mortas, a maioria, crianças. Na antevéspera do Natal, José acordou decido a abandonar o mundo material. Pegou, então, um de seus caminhões e foi para o local do incêndio. Sobre as cinzas do circo fez jardim e horta. Ali José Datrino, proprietário de uma pequena transportadora, deu lugar ao Profeta Gentileza. No local, ele consolava aos familiares e amigos das vítimas, semeava a paz, o amor, a esperança, permeados pela gentileza. Quatro anos depois, se tornou andarilho na Cidade do Rio. Usando bata branca com uma imagem da Sagrada Família, pintou diversos painéis destacando a gentileza, em viadutos, especialmente nos próximos à Rodoviária Novo Rio e em outros locais do Rio de Janeiro.

Gentileza nos dias de hoje. No mundo atual, parece que estamos afastados uns dos outros. Nem sempre nos sentimentos seguros com quem está do nosso lado e somos filhos do mesmo Pai que está no Céu. Mesmo de onde esperamos gentileza e caridade nem sempre encontramos. E muitas vezes nem bom-dia, boa-tarde ou boa-noite, ouvimos. No corre-corre da rodoviária central de Fortaleza, nem observamos direito quem confere nossa taxa de embarque ou num clube de serviços, apenas pedimos algo e recebemos. Destacarei, finalizando a coluna de hoje, dois gestos. Vendo imensa fila, na rodoviária, passei para outra. Nessa um jovem nos dizia, “Bom-dia! Boa viagem e vá com Deus!”, com um sorriso. Num clube de serviços, cheio de pessoas, um atendente a todos servia sorrindo e agradecendo à aquisição. Parei um pouco em ambos os locais e indaguei aos jovens sobre tanta gentileza. Ambos me explicaram que estavam felizes no que faziam. Deduzi, então: ser gentil é coisa de gente feliz. Boa semana!

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